Cheia do rio Madeira em Rondônia prejudica mais de 15 mil alunos

Das 136 escolas da Região Metropolitana, 37 foram afetadas; 15 colégios estaduais foram transformados em abrigos para a população atingida pelas enchentes

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O rio Madeira amanheceu com o nível registrado de 18,84 metros, nessa quinta-feira (6) de acordo com os dados da Delegacia Fluvial de Porto Velho.

O SIMPAM já informou que a perspectiva é a de que antes de começar a baixar, o nível do rio Madeira em Porto Velho deva chegar a impressionante marca de 19,00 metros. Na área urbana da cidade o numero de desabrigados é estável, são aproximadamente duas mil famílias.

A maior preocupação das autoridades em relação às cheias dentro de Porto Velho são as inúmeras doenças provenientes da água contaminada que tomou conta das ruas do Centro da cidade. Casos de leptospirose já foram registrados é a situação é de risco.

Já nos distritos e comunidades ribeirinhas a situação é preocupante, centenas de metros de margem do rio Madeira continuam cedendo e a água permanece avançando nas casas localizadas dentro das comunidades.

Em distritos localizados próximos à BR-364 como Jaci-Paraná, Fortaleza do Abunã e Extrema de Rondônia, a preocupação é o isolamento. Muitas dessas localidades estão sofrendo com a escassez de produtos básicos de subsistência.

Um relatório do DNIT mostra que quatro rodovias federais em Rondônia estão com o trânsito prejudicado, a BR-319, que passa por Porto Velho, está alagada e o trânsito liberado apenas em meia pista.

Na BR-425, que passa por Guajará-Mirim, o trânsito foi interditado e as autoridades já buscam alternativas para não deixar os municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré no isolamento. Já na BR-429 a situação que preocupa são os desmoronamentos.

Operários do DNIT em Rondônia permanecem trabalhando em estado de alerta nas rodovias atingidas pela maior cheia registrada na historia do rio Madeira.

A Ordem dos Advogados do Brasil em Rondônia (OAB/RO) oferece uma conta bancária para levar dinheiro às famílias que tiveram as casas invadidas pela água. O depósito é feito na conta corrente 1000-6, na agência de 2757-X do Banco Brasil.

 

 

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