Rodízio que quebra premissa

Em 11 jogos na temporada, técnico estrelado usou a mesma escalação apenas uma vez

iG Minas Gerais | Guilherme Guimarães / bruno trindade |

Revezamento. 

Mesmo reserva, o atacante Willian é um dos principais jogadores do elenco celeste
GUSTAVO BAXTER/ O TEMPO
Revezamento. Mesmo reserva, o atacante Willian é um dos principais jogadores do elenco celeste

A diretoria do Cruzeiro promoveu mudanças pontuais no elenco campeão brasileiro do ano passado e, na atual temporada, o clube tenta seguir os passos da campanha vitoriosa de 2013. Apostando em “quantidade com qualidade” – discurso adotado pela cúpula estrelada –, a Raposa tem mostrado a força de seu plantel.

Atual líder do Campeonato Mineiro com sobras, somando 23 pontos – seis à frente do segundo colocado, Atlético (17) –, o Cruzeiro é também o primeiro do Grupo 5 da Copa Libertadores. Para atingir esses números, satisfatórios até o momento, a comissão técnica usou uma metodologia diferente e que contraria uma das premissas do futebol: de que a repetição da equipe nos jogos traz bons resultados.

Em 11 partidas disputadas no ano, o técnico Marcelo Oliveira apostou em dez escalações diferentes e, na única vez em que repetiu o time inicial, não foi consecutivamente. Na derrota por 2 a 1 para o Real Garcilaso-PER, na estreia azul na Libertadores, o comandante celeste usou os mesmos jogadores que haviam vencido o Villa Nova, por 3 a 1, na terceira rodada do Campeonato Mineiro.

O planejamento adotado pela comissão técnica promove um rodízio intenso no grupo de jogadores. Dos 33 atletas que compõem o elenco cruzeirense, 29 já foram utilizados por Marcelo Oliveira. O goleiro Fábio, titular absoluto, foi um dos mais acionados: dez jogos. O capitão da Raposa ficou fora apenas da vitória por 4 a 1, diante do Nacional, na última quarta-feira. Elisson o substituiu.

O atacante Willian, reserva, mas considerado o 12º jogador do time, atuou mais vezes do que vários titulares. “Curinga” de Marcelo Oliveira, o avante também foi acionado em dez jogos, cinco na formação inicial, e outras cinco entrando no decorrer da partida.

“Estou aproveitando as oportunidades, independentemente se tenho cinco, 20 ou 90 minutos para jogar. A concorrência dentro do nosso grupo é muito forte, e precisamos fazer o melhor para ter condição de brigar por um lugar no time titular”, frisou Willian.

Titular e contratação mais cara da história do Cruzeiro, o zagueiro Dedé ressalta a força do grupo e evita utilizar termos como “expressinho” para designar a equipe alternativa.

“Para mim não tem ‘expressinho’, todos servem para o considerado primeiro time. Somos uma família, não tem time reserva nem titular, cada um tem o seu valor”, afirmou.

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