“Vereadores não fiscalizam”

iG Minas Gerais | Guilherme Reis |

Léo Burguês (PTdoB) sobe o tom e critica vereadores que estão o atacando por tentar extinguir a verba indenizatória. Para ele, reportagem publicada, nessa quinta, em O TEMPO, que mostrou que a Casa contratou um projeto de expansão do prédio do Legislativo sem consultar os vereadores, é um exemplo disso.7  

Burguês mostrou à reportagem um registro de 11 publicações que informavam sobre o andamento da licitação que contratou um projeto executivo de construção do quarto pavimento da Casa. O serviço, que orçou a obra em R$ 7 milhões, custou aos cofres públicos R$ 131 mil.

“Temos publicado no “Diário Oficial do Município” (DOM) todas as informações. Se os vereadores não sabiam é porque não estão fazendo o serviço deles, que é de fiscalização”, destacou Burguês.

O parlamentar ainda afirmou que este “tipo de denúncia vazia” virou rotina depois que tocou no assunto verba indenizatória”. “Durante o recesso de janeiro, reuni-me com 25 vereadores e 23 deles foram a favor da extinção da verba. Mas agora estamos assistindo todo tipo de ataque. Não tem outro motivo para contestarem a contratação do projeto e para pedir minha saída da presidência devido a minha mudança de partido”, analisou Burguês, referindo-se ao pedido de quatro vereadores à Corregedoria da Câmara, no mês passado, que exigia sua destituição da presidência por ele ter trocado o PSDB pelo PTdoB, em outubro de 2013.

Um parlamentar que pediu para não ser identificado explicou que ao tentar acabar com o custeio dos gabinetes, um grupo de vereadores ficou muito insatisfeito com a presidência. “Junto com o problema das comissões, a Casa pode ficar travada”, garantiu.

O vereador destacou que Burguês está tentando algo moralizante para fazer campanha política, mas “da pior maneira possível”. “O mandato dele é marcado por irregularidades. Ele precisa de uma marca moralizadora. Mas ele não dialoga para conseguir o que quer.”

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