Opiniões

iG Minas Gerais |

A favor

Silvestre de Andrade

Engenheiro civil e mestre em transportes

“O Move representa um avanço qualitativo no transporte coletivo porque começa a mudar os padrões do serviço, até então comuns só no transporte sobre trilhos. Entre as mudanças estão as pistas exclusivas, o embarque em nível, o ar-condicionado nos ônibus e a informação sobre a chegada dos coletivos, fundamental para o bem-estar do usuário. Muitos falam que o metrô seria o ideal, mas ele é muito mais caro. O Move, por sua vez, vem para complementar uma rede de transporte, que já conta com uma linha de metrô. Ele vai melhorar a vida de quem já usa o transporte coletivo e pode também melhorar o tráfego de automóveis, já que vai reduzir o número de ônibus em direção ao centro, além de promover uma série de alterações viárias benéficas.”

Contra

Márcio José de Aguiar

Engenheiro civil especialista em trânsito

“Como foi um investimento muito alto, esperamos que o Move traga alguma melhora. Não dá para saber como ficará, mas com certeza não será suficiente para se ter um trânsito bom na capital. O fato de tirar algumas linhas do centro, integrando-as ao BRT, vai minimizar o fluxo naquela área. Mas os usuários serão levados para uma região de comércio intenso, como a avenida Santos Dumont. Outro ponto é que o sistema vai atender poucas regiões, e o restante da cidade continuará dependente de um transporte público ruim. Qualquer sistema que compete com o trânsito de veículos e não tem fluxo livre traz problemas de operação. Precisamos de algo embaixo da terra, como o metrô, ou em cima, como o monotrilho, para ter resultados impactantes no trânsito.”

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave