Sindicatos entregam pautas da campanha salarial de 2014

Representantes do funcionalismo protocolaram proposta na prefeitura, mas, segundo entidades, governo não se manifestou; administração disse que vai iniciar negociação

iG Minas Gerais | Lisley Alvarenga |

As principais entidades sindicais de Betim que representam o funcionalismo municipal iniciaram a campanha salarial deste ano. As pautas com as reivindicações já foram entregues à prefeitura, e o aumento proposto varia de acordo com cada categoria.

No caso da Educação, a proposta é de um reajuste salarial de 34%, o que inclui o aumento do piso nacional dos profissionais, que foi de 8,32%, mais a reposição das perdas inflacionária dos últimos anos.

Segundo o coordenador do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), Luiz Fernando Souza, além de questões novas, a pauta traz ainda itens que foram acordados com o município na campanha salarial do ano passado, mas que ainda não foram cumpridas. “Entre eles, estão a instituição da isonomia salarial, ou seja, o pagamento do mesmo piso para profissionais com a mesma formação; a incorporação da gratificação de regência ao vencimento-base; e a inclusão dos cargos de agentes de serviços escolares no próximo concurso da Educação, previsto para este ano”, explicou.

Ainda conforme o sindicalista, apesar de a pauta de reivindicações ter sido protocolada na prefeitura desde fevereiro, o governo ainda não se manifestou sobre as reivindicações. “Vamos participar da paralisação nacional da Educação que vai ocorrer entre os dias 17 e 19 de março, e, caso não tenhamos um retorno da prefeitura até lá, existe a possibilidade de continuarmos a greve em Betim por tempo indeterminado”.

O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Betim (Sindserb), Geraldo Teixeira, que representa o funcionalismo do setor da Administrativo, informou que o percentual de reajuste proposto pela categoria é de 15%. “Não vamos aceitar um reajuste de 6%, que é menor que a inflação, como foi feito no ano passado. Além disso, exigimos que o governo se comprometa a repor as perdas salariais históricas dos últimos anos e melhore as condições de trabalho da categoria, que, hoje, vive à mercê da violência e sem estrutura digna de trabalho”, reivindicou Teixeira.

Saúde

Já o sindicato dos médicos solicita uam proposta de reajuste de 37%, incluindo salário-base e abonos. A categoria reivindica ainda vários outros itens, como a melhoria das condições de trabalho, a realização de concurso público e o fim da precarização dos serviços de atendimento médico hoje existentes. “O sindicato é radicalmente contra esse tipo de terceirização, em que médicos trabalham como pessoa jurídica, tendo sonegado vários de seus direitos”, informou o sindicato.

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