Do PT ao PSDB, todos lamentam morte de Guerra

Ex-presidente tucano morreu nesta quinta no hospital Sírio-Libanês

iG Minas Gerais |

Líder. Sérgio Guerra foi lembrado ontem até por adversários por sua atuação e liderança na oposição
GUSTAVO
Líder. Sérgio Guerra foi lembrado ontem até por adversários por sua atuação e liderança na oposição

Brasília. Políticos de praticamente todas as bandeiras partidárias lamentaram nesta quinta a morte do deputado federal e ex-presidente nacional do PSDB Sérgio Guerra. O pernambucano morreu na manhã desta quinta, aos 66 anos, vítima de câncer nos pulmões. Guerra, que estava internado há 15 dias no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, morreu em decorrência de uma pneumonia que agravou o seu estado de saúde.

O deputado tucano presidiu a legenda entre 2007 e 2013, sendo sucedido pelo senador mineiro e presidenciável Aécio Neves. Em nota, Aécio destacou a atuação de Guerra na oposição e afirmou que o político é uma inspiração para ele. Guerra estimulou a pré-candidatura de Aécio à Presidência. “Com a morte de Sérgio Guerra, o Brasil perde um dos seus mais extraordinários homens públicos, e, a oposição, um dos seus principais líderes”, afirmou Aécio.

Também pré-candidato à Presidência, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), lembrou que os dois já caminharam juntos na política. “Compartilhando momentos importantes da vida brasileira, mais próximos em determinadas situações, mais afastados em outras, mas sempre mantendo a capacidade do diálogo e o desejo do entendimento que constrói dias melhores para o país e para o nosso povo”, disse.

Apesar das divergências político-ideológicas, petistas também lamentaram a morte do líder tucano. A presidente Dilma Rousseff divulgou nota oficial de pesar. “Foi com pesar que tomei conhecimento da morte do deputado federal Sérgio Guerra. Aos amigos e familiares, solidarizo-me neste momento de dor”.

O possível candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, destacou a convivência respeitosa com o tucano enquanto foi ministro das Relações Institucionais no governo Lula. “Força à família de Sérgio Guerra. Quando eu era ministro de Relações Institucionais de Lula, apesar das divergências, sempre foi interlocutor respeitoso e extrovertido”, escreveu Padilha em seu perfil Twitter.

Histórico. Guerra estava em São Paulo submetendo-se a um tratamento de combate ao câncer de pulmão. Economista, empresário e criador de cavalos de raça, ele começou sua carreira política no PMDB em 1981, mas passou também pelo PDT, PSB e entrou no PSDB em 1999.

Segundo nota do partido, Sérgio Guerra deixa quatro filhos.

 

 

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave