Tráfico humano é tema da Campanha da Fraternidade

Objetivo da Igreja Católica é alertar a população sobre a realidade desse tipo de crime no Brasil; assunto será abordado em missas e celebrações nos próximos 40 dias

iG Minas Gerais | Dayse Resende |

Religião.
 Imposição das cinzas na missa marca o início da Quaresma, tempo de reflexão e penitência
João Lêus
Religião. Imposição das cinzas na missa marca o início da Quaresma, tempo de reflexão e penitência

 

O lançamento oficial da Campanha da Fraternidade deste ano, que tem como tema “Fraternidade e o Tráfico Humano”, será neste sábado (8), mas, na Quarta-Feira de Cinzas (5), milhares de fiéis já se reuniram nas paróquias do município para dar início à Quaresma, período que recorda os 40 dias em que Jesus esteve no deserto e venceu o mal.   Durante este tempo, a igreja sugere como prática a oração, a penitência e a caridade. “A Quaresma significa a renovação espiritual do cristão. Essa preparação envolve um tempo de conversão, de procurar cultivar com mais intensidade sua fé em relação a Deus, à sua própria vida e à sociedade. Esse trabalho interno envolve três ações: saber compartilhar de forma solidária o que o cristão tem, através da esmola; cultivar a relação com Deus, através da oração; e saber se distanciar dos prazeres que são ilegítimos, através do jejum”, explica o padre Adilson Leite, da paróquia Nossa Senhora do Rosário e São Sebastião, no Vianópolis.   Oficialmente, segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o jejum deve ser feito na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira da Paixão – que neste ano será celebrada no dia 18 de abril – pelos cristãos batizados. Entretanto, a esses podem ser substituídos por outros dias, conforme a necessidade individual de cada fiel. “Essas penitências são uma preparação para a Páscoa, o centro da fé cristã, que celebra a ressurreição de Jesus Cristo”, destaca o padre.   Sobre o tema da Campanha da Fraternidade deste ano, ele esclarece que o objetivo é conscientizar os fiéis sobre a triste realidade do tráfico humano no Brasil. “Há muitas crianças que são retiradas de suas casas com promessas de melhorias, mas, em muitos casos, elas são exploradas. E nós, como cristãos, não podemos ficar indiferentes diante de tal situação. O nosso dever é denunciar essas violações”.   Em setembro do ano passado, o delegado Tito Barichello indiciou seis pessoas suspeitas de ter participado de um suposto esquema de tráfico de bebês no Hospital Regional de Betim.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave