Seguranças malas

iG Minas Gerais | Marcos Russo |

A atitude de alguns seguranças que estavam no estádio Soccer City, em Joanesburgo, na África do Sul, de impedir que um garotinho sul-africano de 7 anos chegasse até Neymar após a goleada da seleção brasileira por 5 a 0 sobre os Bafana Bafana, me fez lembrar de situações desagradáveis envolvendo esse pessoal em jogos no Mineirão. Sei que é errado invadir o gramado, mas é preciso ter jogo de cintura em ocasiões como essa. No jogo do Brasil, por exemplo, Neymar pegou o menino no colo e todos os jogadores ajudaram a levantá-lo, para o delírio dos 51 mil torcedores presentes no estádio. Aqui no nosso país, lembro de um jogo entre Atlético e Flamengo, lá pela década de 1980. Estava fazendo meu trabalho de campo com o microfone da rádio Inconfidência quando dois seguranças tentaram cercear o nosso trabalho e de outros companheiros da imprensa. Chamei o comandante ao vivo e falei para ele que os jornalistas não deveria, ser tratados dessa maneira. Ele chamou os indivíduos e deu uma enquadrada nos caras.

Clubes insistem Ainda sobre a presença de seguranças no gramado, acho que os clubes têm grande responsabilidade nos excessos, que não são tão incomuns. Qual a necessidade de Atlético, Cruzeiro e América e a maioria dos grandes clubes do país bancarem a presença desses caras no gramado? Será que é com o único propósito de intimidar a imprensa? Acho que a presença deles é totalmente dispensável. Segurança deve ser com a PM.

Seleção fechada Após assistir a goleada do Brasil sobre a fraca seleção da África do Sul nessa quarta-feira (5), cheguei à conclusão que o técnico Felipão não deve promover surpresas na lista final de jogadores que vão disputar a Copa do Mundo deste ano. Em relação ao mineiros, acredito que o atacante Jô, do Atlético, está garantido, assim como o zagueiro Dedé, do Cruzeiro. Infelizmente, o técnico Luiz Felipe Scolari vai manter sua panelinha de goleiros medianos e levar o trio formado por Júlio Cesar, que atua pelo desconhecido Toronto, do Canadá, Jeferson, do Botafogo, e Diego Cavalieri, do Fluminense. Temos aqui em Minas dois dos melhores goleiros do Brasil. Tanto Victor quanto Fábio mereciam ser lembrados. Vamos ver se nessa Copa do Mundo turbulenta que se prenuncia, com muitas manifestações e protestos, renasce a tão famosa Família Scolari, capaz de unir o torcedor brasileiro em torno de um objetivo comum: a conquista do hexacampeonato mundial. Talento para isso não falta, começando por Neymar, que fez três gols no amistoso.

Raposa e Galo O Cruzeiro reagiu com muita força na Copa Libertadores da América. Depois da inesperada derrota na altitude peruana na estreia, os comandados do técnico Marcelo Oliveira aplicaram uma goleada nos chilenos da Universidad. A Raposa agora lidera o seu grupo, assim como o Atlético, que conquistou o seu segundo triunfo no torneio continental ao fazer 2 a 1 no Independiente Santa Fé, da Colômbia, de virada, em jogo no Horto.  

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