Estados Unidos enviam destroier com mísseis ao Mar Negro

Segundo o comunicado da Marinha, o USS Truxtun deixou o porto da Baía Souda, na Grécia, para fazer exercícios conjuntos de treinamento com forças navais da Romênia e da Bulgária

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Governo somali, no entanto, classificou a ação da Marinha como heroica
MARINHA DOS EUA/associated press
Governo somali, no entanto, classificou a ação da Marinha como heroica

A Marinha dos EUA enviou um destroier equipado com mísseis para o Mar Negro, para "exercícios de rotina". A medida eleva as tensões na região da península da Crimeia, pertencente à Ucrânia e onde a Rússia tem uma importante base naval.

Segundo o comunicado da Marinha, o destroier USS Truxtun deixou o porto da Baía Souda, na Grécia, para fazer exercícios conjuntos de treinamento com forças navais da Romênia e da Bulgária. "Enquanto estiver no Mar Negro, o navio vai conduzir uma visita a porto e exercícios de rotina previamente planejados com aliados e parceiros na região", diz o comunicado, que insiste que a missão "foi marcada com bastante antecedência da partida dele dos EUA".

O USS Truxton é parte do grupo de ataque liderado pelo porta-aviões George HW Bush, vinculado à 6ª Frota da Marinha dos EUA, que atua no Mediterrâneo. O único navio de guerra norte-americano atualmente no mar Negro é a fragata USS Taylor, que está em reparos no porto de Samsun, na Turquia, depois de ter encalhado no mês passado.

Nesta quarta-feira, o Pentágono já havia anunciado o plano de enviar mais caças F-15 para patrulhas no espaço aéreo dos países bálticos (as ex-repúblicas soviéticas da Estônia, Letônia e Lituânia) e uma intensificação do treinamento de pilotos da Polônia.

No porto de Sebastopol, na península da Crimeia, fica a sede da frota do Mar Negro da marinha russa, por um acordo feito entre Rússia e Ucrânia após a dissolução da União Soviética, à qual os países pertenciam, em 1991. A derrubada de um presidente ucraniano pró-Moscou por forças apoiadas pelos EUA e seus aliados europeus, há dez dias, levou a Rússia a movimentar tropas na região. 

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