Reunião na CBV termina sem definição sobre rebaixados

Dos quatro não classificados, apenas Voltaço e Montes Claros Vôlei se dispuseram a jogar torneio; decisão deve vir por meio de convites

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

UFJF prefere pensar em fazer o seu para depois torcer por tropeço do Moda-Maringá
ALEXANDRE ARRUDA - CBV
UFJF prefere pensar em fazer o seu para depois torcer por tropeço do Moda-Maringá

O futuro dos quatro clubes da Superliga masculina que não se classificaram segue em dúvida. Em reunião realizada na manhã desta quinta-feira, na sede da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), no Rio de Janeiro, não apareceram as esperadas novidades sobre a presença de UFJF, Voltaço-RJ, Funvic-Taubaté-SP e Montes Claros Vôlei na competição.

Existia a possibilidade de um torneio ser criado com os quatro times para definir duas vagas na elite, já que estão garantidos na temporada 2014/2015 os oito classificados deste ano, além do campeão da Superliga B, mais um convidado a cargo da CBV.

No entanto, Taubaté e UFJF não concordaram com a realização do torneio, ao contrário da Montes Claros Vôlei e Voltaço, lanterna e vice-lanterna, respectivamente. "Fomos contra esse campeonato ainda quando estávamos na última posição. Não achamos justo ter ficado em nono lugar e ter que correr o risco de não jogar no ano que vem. Depois de 22 rodadas, teríamos que definir tudo em apenas três", relata Maurício Bara, diretor técnico do time do interior mineiro.

"Se isso for acontecer, estamos fora. Os jogadores do meu time não possuem cabeça ou estrutura psicológica para disputar um novo campeonato. Já tem atleta entregando apartamento, encerrando contrato de locação e outros até mesmo em negociação com outros clubes. A essa altura, não dá", lamenta Ricardo Navajas, diretor do Taubaté. Para Nery Júnior, técnico do MOC, não havia outra alternativa para sua equipe, que terminou na última posição. "Era o que nos restava para tentar reverter a situação a qualquer custo. Mas, infelizmente, não houve acerto. Teremos que aguardar", afirma. Era aguardado que, no encontro, ficassem definidos os critérios para que os quatro times disputassem a permanência na elite do vôlei nacional. No entanto, nada foi acertado. "Vai ficar a cargo da CBV o que acontecerá. Como nada ficou estipulado no regulamento, fica até difícil falar. Será uma iniciativa da entidade como isso vai acontecer. Os clubes não possuem autonomia para decidir nada", comenta Ricardo Navajas. Regulamento sem informações precisas atrapalhou

Segundo Navajas, a falta de informações no regulamento deixou tudo mais complicado. "Fica mais um aprendizado para a próxima temporada. Na plenária que for acontecer, será importante que tudo fique definido, para que todos saibam o que acontecerá ou não. Se estiver no regulamento, não tem porque discutir", afirma. Sendo assim, os presentes no ano que vem devem ser definidos por meio de convite da entidade máxima do vôlei nacional. "Acreditamos no bom senso. Espero que a primeira equipe fora dos oito classificados, a que teve o melhor desempenho técnico, seja reconhecida. Claro que existe o risco de não sermos convidados e ficarmos de fora. Temo por isso e a chance existe. Mas como não houve consenso na reunião, a CBV ficará por conta de definir", indica Bara.

A CBV deve divulgar, nas próximas horas, uma nota informando sobre a decisão.