Fatores de risco não mudaram

iG Minas Gerais | Benedict Carey |

Plantação. Trabalhadores rurais fazem a colheita em uma plantação de ópio, localizada no Afeganistão
Rahmat Gul
Plantação. Trabalhadores rurais fazem a colheita em uma plantação de ópio, localizada no Afeganistão

Nova York. Embora a enxurrada de analgésicos receitados seja nova, outros fatores de risco para a overdose não mudaram em décadas.  

Após o tratamento de recuperação, quando estão limpos, os viciados ficam vulneráveis à overdose porque julgam erroneamente o nível de tolerância, que caiu. Antes da internação, muitos viciados promovem uma última farra, também dando margem ao azar.

“São zonas de perigo comuns”, disse o médico Nicholas L. Gideonse, diretor médico do Centro de Saúde Comunitária OHSU, em Portland, nos EUA.

Até mesmo o local onde a pessoa utiliza a droga pode aumentar a probabilidade de overdose, sugerem estudos. “Se você habitualmente usa no carro, por exemplo, o corpo se prepara para receber a droga quando está naquele ambiente”, contou a pesquisadora Traci Rieckmann. “Chama-se tolerância condicionada. Quando as pessoas usam em lugares desconhecidos, o corpo está menos fisicamente preparado”.

O risco de morrer de overdose é maior quando as pessoas usam sozinhas. “Outra pessoa, sóbria ou não, pode notar quando alguém cochila ou pedir para a outra maneirar, pois um usuário serve de medida para o outro quando estão fazendo algo perigoso”, disse o sociólogo Stephen E. Lankenau. 

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