O ponto de encontro dos amantes da cultura do vinil

Feira do Vinil chega a sua edição de março neste sábado, fazendo tributo à banda de rock O Terço

iG Minas Gerais | THIAGO PEREIRA |

Encontro tem atraído cada vez mais gerações em busca de vinis
Cleber Falieri/divulgação
Encontro tem atraído cada vez mais gerações em busca de vinis

No romance literário definitivo sobre lojas e discos de vinil, “Alta Fidelidade”, do britânico Nick Hornby, o protagonista Rob Fleming constatava sobre o público de sua loja: “Homens, sempre homens”. Edu Pampani, que há seis anos comanda a Feira do Vinil em Belo Horizonte, percebe no seu evento uma mudança histórica. “Era assim, mas de um tempo para cá, muitas mulheres tem vindo. Antes apareciam para comprar discos com os namorados, agora vem sozinhas. Calculo que a presença delas cresceu 20% desde o ano passado”, comemora.

No mais, a Feira continua reunindo amantes (de todos os gêneros e gerações) do bolachão, um número que só tem crescido. “Antes era uma coisa mais restrita aos saudosistas”, explica Pampani. “Agora temos um encontro de gerações: a meninada que herdou a coleção de discos do pai, do tio, está com o interesse aceso para esse mercado”.

Outro ponto fundamental foi a reabertura, em 2010, da Polysom, histórica fábrica de vinis na Baixada Fluminense, o que de alguma forma reaqueceu o mercado novamente. “Este foi o ano marco, onde a produção de discos voltou à tona tanto para os artistas, quanto para a mídia”, diz o organizador. “E isso tem uma ligação muito grande com o mercado independente, que sempre foi o meu foco. Quem lança discos de vinil hoje em dia são artistas como Criolo, Karina Buhr, Marcelo Jeneci”, ilustra.

Desde o ano passado, Pampani tem organizado a feira através de temas. Se em 2013 os anos 1980 foram a grande chancela, para este ano os anos 1970 voltam à pauta. Em janeiro foi a vez de homenagear os Mutantes; no mês seguinte os Novos Baianos. Neste sábado é dia de pagar tributo a O Terço. “É um chamativo mesmo, uma forma de ter assunto, para divulgar nas redes sociais. Para mim é ótimo, porque volto ao acervo para cadastrar os discos, para montar uma ordem cronológica. E no dia a gente toca os discos da galera. É até engraçado: tem gente que vê a divulgação e acha que as bandas vão tocar lá”, se diverte.

A edição de sábado chega sem medo da ressaca de Carnaval. “Até me falaram para fazer mais pra frente, mas daqui a pouco é fim de mês, a galera fica sem grana...”, diz, espertamente Pampani.

Agenda

O QUÊ. Feira do Vinil

QUANDO. Sábado, das 10h às 17h

ONDE. Discoteca Pública (rua Itaúna, 192, Floresta)

QUANTO. Entrada Franca

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