Ucrânia e Rússia concordam em seguir com negociações

Enquanto EUA, Reino Unido e Kiev pedem observadores, enviado da ONU é ameaçado na Crimeia

iG Minas Gerais |

Tensão. Manifestantes com bandeiras russas invadem prédio do governo na cidade ucraniana de Donetsk
Sergei Chuzavkov
Tensão. Manifestantes com bandeiras russas invadem prédio do governo na cidade ucraniana de Donetsk

KIEV, Ucrânia. Num dia de intensos esforços diplomáticos para conter a crise na Ucrânia, os Estados Unidos negaram que tenham chegado a um acordo com a Rússia para uma saída da crise no país, como afirmou anteriormente o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov. Em Paris, o chanceler se reuniu com o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, que defende contatos diretos entre Moscou em Kiev para resolver o problema. Mas foi acertada a continuação de “intensas negociações”.  

Segundo Kerry, todas as partes concordaram que “é importante resolver através do diálogo”. Apesar de não ter conseguido reunir na mesma mesa Rússia e Ucrânia, o secretário de Estado afirmou que progressos foram feitos e que espera que nos próximos dias isso possa levar a uma redução nas tensões.

Em um encontro mais cedo, EUA, Reino Unido e Ucrânia emitiram um comunicado conjunto pedindo que observadores internacionais sejam enviados imediatamente à península da Crimeia, onde forças pró-Rússia controlam bases militares.

O pedido foi feito no mesmo dia em que o enviado da Organização das Nações Unidas (ONU) na Crimeia foi cercado e ameaçado por mais de dez homens armados na Crimeia, ressaltando a dificuldade que observadores poderão enfrentar, caso uma missão seja aprovada.

Robert Serry foi abordado por homens armados fora de um quartel-general naval em Simferopol e alertado de que deveria deixar a região. Alguns veículos locais chegaram a noticiar que ele havia sido sequestrado, informação que foi negada pela ONU. Aparentemente, ele ficou bloqueado numa cafeteria, com uma equipe de TV britânica.

Auxílio. Um dia antes de uma reunião de cúpula europeia extraordinária dedicada à crise na Ucrânia, a Comissão Europeia apresentou nesta quarta um plano de ajuda de pelo menos € 11 bilhões para o país (cerca de US$ 15 bilhões). O programa, que inclui medidas de curto e médio prazo nas áreas comercial, econômica, técnica e financeira, poderá ser completada pelos Estados membros da União Europeia.

Paralelamente, a UE anunciou o congelamento de bens de 18 pessoas consideradas responsáveis pela malversação de fundos públicos na Ucrânia. Os 28 ministros do Exterior dos países que compõem a UE aprovaram a lista, cujos nomes serão divulgados nesta quinta.

O congelamento de bens dessas 18 pessoas ficará vigente por 12 meses. As sanções incluem disposições para facilitar a recuperação dos fundos pelo novo governo de Kiev, de acordo com condições apresentadas pelo bloco.

Comparação

Hitler. A ex-secretária de Estado dos EUA e potencial candidata à presidência pelo partido democrata, Hillary Clinton, comparou o presidente russo, Vladimir Putin, ao líder nazista Adolf Hitler.

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