Reservas do Cruzeiro goleiam o Nacional em retorno à cidade de Muriaé

Raposa contou com a boa partida de Élber para vencer fora de casa com gols do jovem atleta, Marlone, Willian e Souza

iG Minas Gerais | GUILHERME GUIMARÃES |

“Ô abre alas” que o “expressinho azul” pede passagem. No fim do Carnaval, o Cruzeiro mostrou que no quesito “time B” segue “nota 10” no Campeonato Mineiro. Nesta quarta-feira, a equipe alternativa da Raposa venceu o Búfalo por 4 a 1, no estádio Soares de Azevedo, em Muriaé, e manteve o clube firme na liderança. Os gols do jogo foram marcados por Élber, Marlone, que anotou o seu primeiro tento com a camisa estrelada, Willian “do bigode” e Souza. Patrick descontou para o Nacional.

“Fiquei muito emocionado, já vinha batendo na trave há alguns jogos. Quero agradecer ao grupo pela confiança e espero que esse seja o primeiro de muitos gols pelo Cruzeiro”, disse o jovem Marlone. Mesmo sem os titulares na nona rodada do Mineiro, o Cruzeiro, que voltou a Muriaé depois de 35 anos - a última vez na cidade havia sido em 1979- conseguiu manter suas melhores características: a velocidade e o forte poder ofensivo.

O meia-atacante Élber foi o “motor” da equipe e ditava o ritmo dos ataques com descidas muito perigosas à área do Nacional. Na defesa, mais precisamente debaixo das traves, Elisson substituiu Fábio à altura e, mesmo com o gol sofrido após cobrança de falta no segundo tempo, se apresentou bem quando foi testado.

Em sua primeira partida como titular, o prata da casa estreou pelo time com 26 anos e fez boas defesas, honrando o apelido que ganhou do ex-zagueiro celeste Edu Dracena no início dos anos 2000, quando Elisson surgiu na Toca II: “Gato Preto”: pela agilidade e arrojo.

Sem sofrer tantos riscos do Nacional, que mesmo jogando em casa não mostrou muita força, Marcelo Oliveira usou o jogo para fazer observações. O treinador celeste promoveu às estreias do volante Willian Farias, ainda no primeiro tempo, e do lateral-esquerdo Miguel Samudio, que entrou na segunda etapa.

O treinador celeste gostou do ritmo de jogo de seus atletas, mas chegou a criticar o trabalho do árbitro Wanderson Alves de Azevedo. O “dono do apito” inverteu algumas marcações e irritou jogadores e comissão técnica da Raposa, que teve amplo domínio da bola - mais de 64% - e não teve dificuldade para chegar à sexta vitória no Mineiro.

Leia tudo sobre: cruzeiroraposanacionalcampeonato mineiroelbergoleadamuriae