Perrella terá que pagar R$ 60 mil por ofensas a Sandro Meira Ricci

Ex-presidente do Cruzeiro foi condenado pela Justiça por incidentes após a derrota da Raposa para o Corinthians por 1 a 0

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O Senador da República Zezé Perrella (PDT-MG), ex-presidente do Cruzeiro, vai ter que abrir os cofres para pagar indenização por danos morais ao árbitro Sandro Meira Ricci. O  Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) deu ganho de causa no valor de R$ 60 mil ao profissional da arbitragem e condenou o ex-cartola da Raposa, por ofensas proferidas a Ricci após o jogo Corinthians e Cruzeiro, no Campeonato Brasileiro de 2010.

Na ocasião, Perrella ofendeu o árbitro, que assinalou um pênalti do zagueiro Gil (atualmente no Corinthians) no atacante Ronaldo Fenômeno, que defendia na época o time do Parque São Jorge, que venceu o jogo por 1 a 0.

O ex-mandatário cruzeirense usou palavrões e termos que Sandro Meira Ricci achou ofensivos: “filho da p...”, “picareta desonesto”, “safado”, “incompetente”, palavras que foram incluídas no processo para aumentar o valor do dano moral a ser pago ao árbitro.  Perrella ainda teria indicado que Ricci havia sido “comprado pelo clube paulista”.

O juiz Sebastião Coelho explicou na sua decisão os motivos da condenação de Perrella.

“No caso em tela, contudo, houve clara extrapolação dos limites da tolerância, capaz, indubitavelmente, de violar o direito de personalidade do autor, o qual, portanto, deverá ser indenizado a título de danos morais, nos termos dos arts. 187 e 927 do CC/2002”

Mesmo com o livre direito de se expressar, o juiz Coelho afirmou que o ex-presidente celeste poderia ter utilizado outros termos para se mostrar contrário ao posicionamento de Sandro Meira Ricci. De forma a ser menos agressivo.

“O réu (Zezé Perrella) dispunha de outros termos menos agressivos e difamatórios para definir eventual atuação profissional não condizente com as suas expectativas, mesmo que a profissão objeto de crítica seja, de forma reiterada, alvo de ataques ofensivos”,  definiu Sebastião Coelho.