Autópsias políticas

iG Minas Gerais |

Um sertanejo, quando soube o que é autópsia, disse com a certeza dos crentes: “autópsia só dá positiva em defunto pobre”. Agora, na falta do que fazer, virou mania a criação dessas comissões de verdades, criadas para apurar e distorcer fatos na forma de suas conveniências. Quarenta anos depois, quais as versões dos fatos como o assalto à casa do governador Ademar de Barros? O que teria sido feito com aquele dinheiro, heim, dona Dilma? O ex-Luiz foi homenageado pelos vinte e cinco anos da Constituição. Mas o PT, liderado por ele, foi contra a sua promulgação. Era contra e continua sendo. Homenageado então por quê? Solidariedade de mensaleiros... Apelam pelo sentimentalismo do nosso povo com autópsias de pessoas que foram ilustres. Procuram chifres em cabeça de cavalo, e ficaram sem graça quando não encontraram nada que provasse que JK tenha sido assassinado e invejam o resultado da autópsia feita nos restos de Arafat, o líder palestino, pois, lá, deu positivo: o homem morreu envenenado. Vão desenterrar João Goulart e não querem saber de Carlos Lacerda, que morreu de desidratação. Sei não... desidratação? Sim, Lacerda foi comunista em priscas eras, mas, quando morreu, era considerado da direita. E sendo da direita não interessa, não dá caldo. Do Chile, vem a notícia da autópsia dos restos de Pablo Neruda. Morreu de morte morrida mesmo, para desgosto da esquerda festiva e dos comunistas de Allende, que também foi autopsiado. Neste último caso, demonstrou-se que o ex-presidente se matou, que não foi assassinado, como queria a esquerda. Alguém próximo ao papa Chico devia lembrá-lo da morte esquisita do papa João Paulo I, o papa Sorriso. E aproveitando essa oportunidade, podia pedir à Sua Santidade que aconselhasse dom Walmor a parar com essa ideia de construção da Catedral da Fé e transformar isso em um hospital católico... Nós não estamos precisando de mais igrejas, já as temos de sobras, e Deus está em todos os lugares. Só a capital dos baianos – Salvador – tem 365 igrejas... Vaidade leva aos infernos, campo em que Edir é imbatível, com suas propriedades, televisões e as fogueiras de Jerusalém, onde queima, além de malquerenças, toneladas de cartas e correspondências para os santos. Errei e assumo. Quero consertar, em respeito à verdade e aos leitores, uma afirmação que tenho feito constantemente: a “bolsa-bandido” não foi coisa do ex-Luiz, por incrível que possa parecer. O auxílio-reclusão é um benefício pago pelo INSS aos dependentes do presidiário que não recebe salário ou aposentadoria. Foi instituído pela Lei 8.213 de 24 de junho de 1991, no governo Collor de Melo, que é farinha do mesmo saco. O governo atual estabeleceu que o benefício não pode ultrapassar o teto estabelecido pela Previdência – R$ 971,78. Os culpados por essa “aberratio legis” foram Collor e Dilma. Não é fácil pedir desculpas, mas a verdade tem de prevalecer, por mim e pelo jornal.

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