ONU pede R$ 700 milhões para ajudar as vítimas do tufão

Além da destruição de Haiyan, nova tempestade e um terremoto dificultam esforços humanitários

iG Minas Gerais |

Aaron Favila / ap
Desespero. Filipinos tentam embarcar, sem sucesso, em avião para sair da cidade de Tacloban
MANILA, Filipinas. Quatro dias após a passagem do tufão Haiyan (chamado de Yolanda nas Filipinas), sobreviventes nas ilhas da região central das Filipinas estão desesperados por comida e pedem para ser retirados dos locais atingidos. A tempestade que matou ao menos 10 mil pessoas, em uma estimativa da ONU –para o presidente das Filipinas é de cerca de 2.000 –, destruiu até 80% das estruturas por onde passou, dificultando o acesso de esforços humanitários. As necessidades dos sobreviventes vão de abrigos a medicamentos, alimentos e roupas. Vários países enviaram navios de guerra ao arquipélago asiático, mas o mau tempo está prejudicando os trabalhos de resgate. A Organização Mundial de Saúde está especialmente preocupada com a situação dos hospitais, danificados pelo tufão. Apelo. A ONU fez ontem um apelo para arrecadar US$ 301 milhões (cerca de R$ 700 milhões) em ajuda para as cerca de 10 milhões de pessoas afetadas pelo tufão nas Filipinas, das quais 800 mil estão desabrigadas. A subsecretária geral para Assuntos Humanitários e Ajuda de Emergência das Nações Unidas, Valerie Amos, chegou a Manila, capital do país, para chefiar a operação de ajuda. A ONU já havia liberado 25 milhões de dólares para atender as necessidades imediatas dos sobreviventes. Valerie afirmou que a tempestade tinha sido muito pior do que o esperado, e que as pessoas nas regiões afetadas estão “absolutamente desesperadas”. China. O tufão Haiyan atingiu a China no domingo. Pelo menos 12 pessoas morreram e outras 12 continuam desaparecidas após a passagem da tempestade, segundo a agência EFE. Na região de Hainan, a mais atingida, até 1.200 povoados foram inundados e 180 mil ficaram desabrigados. O governo local calcula as perdas econômicas dessa região em mais de R$ 53 milhões. Tempestade e terremoto. Enquanto os sobreviventes tentam encontrar água, comida e abrigo, dois novos fenômenos da natureza atacam as Filipinas. O terremoto de 4,8 graus de magnitude atingiu ontem San Isidro, na ilha de Bohol, nas Filipinas. Não há informações sobre danos materiais ou vítimas. A depressão tropical Zoraida ainda atingiu as Filipinas na noite de ontem. A nova tempestade fez um caminho muito parecido com o de Haiyan. Embora os ventos de Zoraida tenham sido mais fracos – de 160 quilômetros por hora –, sua ocorrência levou a uma dificuldade ainda maior dos trabalhos de resgate. Não há informações de novos danos.

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