Metalúrgicos protestam e interditam a BR–381

Manifestantes atearam fogo em pneus, e rodovia ficou parada por cinco horas; congestionamento foi de sete quilômetros

iG Minas Gerais | José Augusto |

Nelson Batista
Manifestantes atearam fogo em pneus para interditar a BR-381
Cerca de 200 metalúrgicos realizaram um protesto na manhã de ontem em Betim, na região metropolitana, e fecharam a BR–381 por cerca de cinco horas. Eles atearam fogo em pneus, bloqueando a rodovia no sentido São Paulo. O ato, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal, resultou em um congestionamento de sete quilômetros na rodovia. Segundo a categoria, o protesto teve como objetivo chamar a atenção das empresas. “É uma manifestação pelo aumento nos salários dos metalúrgicos e contra o banco de horas que a Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) está querendo instituir em nossa convenção coletiva”, afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte e Contagem, Geraldo Valgas. “Além disso, estamos na luta contra o fator previdenciário e pela revisão da tabela do Imposto de Renda”, completou. Ainda segundo ele, o ato prejudicou os trabalhos na Fiat. “Estimamos que houve atraso na produção de cerca de 1.000 carros”, disse. De acordo com o líder sindical, a proposta da Fiemg na negociação da campanha salarial foi rejeitada. “Foi proposto 5,9% de reajuste salarial, o que não foi aceito”.. Alguns trabalhadores não concordaram com a interdição da BR. “Fechar a rodovia atrapalha muita gente. Muitos colegas chegaram atrasados, e alguns ônibus tiveram que desviar. Tem que lutar, mas sem prejudicar os outros”, disse o controlador de processo José Renato. Com a Fernão Dias parada, muitos motoristas optaram por desviar pela Via Expressa, mas o trânsito lá também ficou bastante lento, devido ao alto número de veículos. A assessoria da Fiat informou que a produção não foi prejudicada com o protesto, e que vários funcionários desceram dos ônibus e foram a pé até a montadora ou pegaram rotas alternativas para sair da paralisação. Fiemg Segundo o presidente do Conselho de Relações do Trabalho da Fiemg, Osmani de Abreu, na semana passada, foi feita uma reunião na Superintendência Regional do Trabalho na qual foram agendadas mais duas reuniões, para os dias 19 e 28 deste mês, para dar continuidade às negociações. “O principal ponto no entrave é a compensação anual de jornada, que não é banco de horas, que é uma maneira de se evitar demissões em período de crise nas empresas, mas os sindicatos não querem discutir esse ponto. Fizemos uma proposta de reajuste de 5,9%, superior à inflação, e vamos dar continuidade às negociações nas próximas reuniões”, esclareceu.

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