Polícia quer ouvir padrasto de menino assassinado em São Paulo

Guilherme Rayme Longo, de 28 anos é o principal suspeito de ter cometido o crime contra a criança; corpo foi encontrado no dia 5

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Reprodução/Arquivo pessoal
Suspeitas. Joaquim desapareceu na madrugada do último dia 5
A Polícia Civil de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, pretende ouvir na tarde desta terça-feira, 12, o depoimento de Guilherme Rayme Longo, de 28 anos, padrasto e principal suspeito do assassinato do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos. A criança desapareceu de casa na madrugada do dia 5 e seu corpo foi encontrado no domingo, 10, em um rio, após seis dias de desaparecimento. "Queremos confrontar as novas informações trazidas pela mãe sobre o ciúmes e as ameaças por causa do relacionamento", afirmou o delegado Paulo de Castro, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG). A psicóloga Natália Ponte, de 29 anos, mãe de Joaquim, declarou à polícia que o padrasto tinha ciúmes da criança e que o relacionamento entre eles estava conturbado. O delegado afirmou nesta terça-feira que a Justiça concedeu a quebra do sigilo dos telefones do casal e de parentes para saber onde eles estavam na madrugada do dia 05 e com quem eles conversaram. O casal contou inicialmente para a para a polícia que eles estavam na residência onde moram há quatro meses e que a mãe foi dormir. O padrasto teria colocado a criança na cama por volta da meia-noite e saiu para comprar cocaína, ficou fora cerca de 40 minutos, não encontrou a droga e voltou para casa. O corpo do menino foi encontrado boiando no Rio Pardo, em Barretos no domingo. A principal suspeita da polícia é uma possível superdosagem de insulina na criança, que era diabética. Exame feito pelo Instituto Médico Legal (IML) comprovou que a criança foi jogada no rio já sem vida, pois não havia água nos pulmões. Um cão farejador da polícia identificou rastros do padrasto e da criança em um trajeto de sua casa até um ponto na beira do Rio Pardo, onde a polícia acredita que Joaquim tenha sido jogado. Imagens de duas câmeras de segurança obtidas pela polícia, e mantidas em sigilo, mostram - sem identificar - uma pessoa passando pelo local com um pano escuro e voltando sem nada. Natália e Guilherme estão em prisão temporária, decretada desde domingo. O advogado de Longo, Antonio Carlos de Oliveira, esteve nesta terça na delegacia para obter cópia do inquérito.

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