Brasil terá velho e difícil adversário na estreia da Copa dos Campeões

Norte-americanas e brasileiras fizeram as duas últimas finais olímpicas; equipe da América do Norte conta com reforço de importante peça

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

ALEXANDRE ARRUDA - CBV
Fabi é uma das jogadoras mais experientes do Brasil
A seleção brasileira feminina de vôlei terá um tradicional adversário na estreia da Copa dos Campeões, que acontece no Japão. Os EUA serão a primeira pedra no caminho do time de José Roberto Guimarães, na partida marcada para as 4h40 desta terça-feira. Nas duas últimas Olimpíadas, as seleções fizeram a decisão. “São dois grandes times que passam por um processo de renovação. As duas equipes têm a pressão de jogar bem e buscar o título. É uma estreia complicada", comenta a líbero Fabi, que alerta sobre os perigos das norte-americanas, velhas conhecidas das brasileiras. "Os EUA têm um estilo de jogo parecido com o nosso. Eles jogam bem taticamente e estudam muitos os adversários. É um jogo complicado para iniciarmos a busca por mais um titulo, mas estamos confiantes. Temos que aproveitar esse torneio para fechar bem o ano”, destaca a defensora. O fato de encontrar os EUA logo na estreia, jogo onde o nível de ansiedade já é grande, deixa a tarefa do Brasil ainda mais complicada. Outro fator que deve dificultar a missão verde-amarela é o retorno de uma importante jogadora do time da América do Norte. “É um time muito perigoso com muito volume de jogo. É uma escola baseada no sistema defensivo. Elas têm a volta da Larson que é uma jogadora que participou dos últimos dois ciclos olímpicos. Ela é extremamente importante para equipe americana. Sabemos que vai ser um jogo difícil. As partidas de estreia são sempre nervosas e a expectativa é de um grande jogo”, mostra o o técnico José Roberto Guimarães. O treinador já se preparava para o confronto contra as norte-americanas logo na estreia. “Isso tem sido uma constante desde o Grand Prix e a Copa do Mundo. O país organizador tem direito de escolher dois jogos e o Japão tem sempre escolhido Brasil x Estados Unidos como o primeiro jogo”, lembra Guimarães. Na temporada, o Brasil foi campeão dos quatro torneios que disputou (os Torneios de Montreux e Alassio, o Grand Prix e o Sul-Americano) e chega para o torneio que acontece em Nagoya e Tóquio com o objetivo de fechar o ano com chave de ouro