Pessoal e imóveis pesam mais

Manter toda a estrutura custa caro; salários, aluguel e pesquisas estão entre os principais gastos

iG Minas Gerais | Tâmara Teixeira |

Google Street View/Reprodução
Menor. PTB tenta conseguir imóvel com aluguel inferior aos R$ 6.500 pagos pela casa no Barro Preto
Os atuais balanços financeiros dos partidos disponíveis no Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-MG) mostram como manter uma sigla custa caro. Os números revelam que os principais gastos dos diretórios em Minas são com o aluguel dos imóveis em que funcionam, o pagamento de uma gorda folha de pessoal, as viagens e a contratação de pesquisas eleitorais em anos de disputa, como será em 2014.   Manter um partido em atividade, mesmo fora das eleições, é caro, segundo o tesoureiro do PMDB, Célio Mazoni. “Os maiores gastos são com pessoal, cerca de R$ 40 mil por mês, e com o aluguel da casa onde funciona o partido, que demanda R$ 20 mil”, explica. Em 2012, quando a sigla fechou o ano com déficit de R$ 374 mil, os gastos com pesquisas pesaram: foram R$ 178 mil. Em média, segundo o tesoureiro, a legenda dispõe ainda de R$ 50 mil para eventos e encontros de correligionários. “O partido precisa realizar esses eventos, que fazem parte da vida política e saem caro”. Além dos cerca de R$ 140 mil que recebe em média do fundo partidário, o PMDB conta com outra receita constante. Cada um dos deputados estaduais e federais contribui com 5% do seu rendimento bruto, como prevê o regimento. A previsão para este ano não é das melhores. O que entra não é suficiente para arcar com as despesas, já que a sigla ficou três meses sem receber o fundo partidário. A punição foi aplicada por irregularidades nas contas de 2005 e 2007. Na contabilidade dos petistas mineiros, R$ 850 mil foram empenhados para pagar salários. O valor surpreende. Por mês, em média, são necessários R$ 70 mil apenas para arcar com a folha de pagamento de pessoal. Outros R$ 241 mil foram gastos para encomendar pesquisas de opinião. A tesoureira do PTB, Mara Mourão, diz que o partido está procurando uma nova casa para alugar, com um valor inferior aos R$ 6.500 que paga atualmente. “A situação é sempre difícil. Não tem onde cortar, por isso, estamos procurando um imóvel mais barato”. O PSDB foi o que mais arrecadou e gastou no ano passado. Foram R$ 21,5 milhões de receita. Do total, R$ 1 milhão foram para pagar salários, e R$ 672 mil para o aluguel de imóveis. Viagens. O relatório mostra como os diretórios estaduais têm investido em viagens. No orçamento do PT, os deslocamentos custaram R$ 240 mil, uma média de 20 mil por mês. No PSDB, foram R$ 412 mil. Uma média de R$ 35 mil por mês, em um ano que os tucanos só disputaram as eleições para vereador. O PT concorreu à prefeitura da capital. Telefonia Custo. A comunicação entre os correligionários tem preço alto. O PMDB gastou R$ 114 mil em 2012 com telefonia. Uma média de quase R$ 10 mil por mês. Outros R$ 30 mil foram para postagens.

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