Mulher faz graves denúncias contra policiais de Contage

Durante reunião da Comissão de Direitos Humanos, mulher acusou policiais de agressões físicas e psicológicas.

iG Minas Gerais |

ALMG/DIVULGACAO
Mulher faz graves denúncias contra policiais de Contagem
Na última quinta-feira (7), uma denúncia de violência policial foi recebida durante reunião da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O presidente da comissão, deputado Durval Ângelo (PT), escutou o relato da jovem R.F.S.A, de 25 anos, que teria sido vítima de agressões causadas por dois policiais militares de Contagem. Segundo R.F.S.A, as agressões teriam começado quando vizinhos chamaram a polícia após a terem ouvido gritar por ajuda na casa do ex-namorado, onde ela estava sendo mantida em cárcere privado e sofrendo violência sexual e física. Com a chegada de dois policiais militares do 39º Batalhão da PM – sargento Adilson Souto e cabo Alan Lage – ela teria informado que seu ex-namorado, cujo primeiro nome é Marlon, possuía drogas em seu quarto. Após a denúncia, ela teria sido colocada dentro da viatura e os dois policiais retornaram para dentro da casa de Marlon. Após um certo período de tempo, eles teriam saído com os bolsos cheios de dinheiro e com drogas, a algemaram e partiram em disparada. A partir daí, segundo R.F.S.A eles passaram por dois postos de polícia, um hospital, e uma delegacia, onde, em todos os locais e no trajeto teria sido física e verbalmente agredida. “Adilson e Alan me tiraram do posto policial, o cabo dirigindo. Adilson colocou a arma na minha boca e falou que eu ia pagar. O meu ex-namorado estava na viatura e não fez nada”, relatou. Já na delegacia, última parada, segundo a vítima, ela foi colocada para conversar com o delegado Daniel de Carvalho Isidoro Campos, que, após conversar com um vereador da cidade, identificado pela vítima, e amigo do pai de Marlon, pediu para que ela assinasse um documento. “ Quando o delegado voltou, ele me pediu para assinar uns papéis e que eu teria seis meses para recorrer. Falei que queria o papel da Lei Maria da Penha”. Após questionada pelo deputado Rômulo Viegas (PSDB), ela afirmou que o delegado parecia amedrontado. Após assinar os documentos, ela teria sido levada pelo delegado e pelo escrivão Luís Rogério de Lacerda até o seu carro. “Me levaram até onde estava o meu carro. O escrivão me disse para tomar cuidado porque eles tinham contatos”, destacou. Durante todo o relato, R.F.S.A afirma que as agressões foram presenciadas por diversos policiais, civis e por dois médicos. Mas todos se recusaram a ajudá-la. Para o deputado Durval Ângelo, as informações contidas em um Boletim de Ocorrência, registrado pelos supostos agressores, contra a vítima por calúnia e difamação contém erros óbvios. “O Boletim de Ocorrência tem contradições evidentes. Nem na ditadura existiam documentos dessa maneira”, opinou. Corregedorias afirmam que investigações serão realizadas  Após relato da suposta vítima, representantes das corregedorias da Polícia Militar da Polícia Civil afirmaram que vão apurar as denúncias. Já o tenente coronel da Corregedoria da PMMG, Wagner Adriano Augusto, informou que um inquérito já foi instaurado e que poderão ser punidos, além dos agressores, os policiais que se omitiram.  Ao final da reunião, a Comissão aprovou requerimentos que pediam o envio das notas taquigráficas para os órgãos envolvidos. Também foi aprovado pedido de proteção à vítima.  

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