O responsável pela evolução

Dinamarquês ajudou país a conseguir melhores resultados de sua história

iG Minas Gerais | Daniel Ottoni |

Cinara Piccolo/Photo
Progresso. Depois que o assumiu a seleção brasileira, em 2009, a equipe conseguiu sua melhor colocação em Olimpíadas, 4º lugar em 2012
Um dos responsáveis pela importante evolução do handebol feminino brasileiro nos últimos anos mostra-se orgulhoso dos resultados e da contribuição realizada. O técnico dinamarquês Morten Soubak, comandante da seleção brasileira desde 2009, tem parcela direta no novo patamar alcançado pelo time, que chegou à sexta posição nas Olimpíadas de Londres no ano passado, melhor colocação do país na história da competição. Na primeira fase, o Brasil fez a melhor campanha entre todas as seleções participantes. Mas as quartas-de-final reservaram um encontro com a tradicional Noruega, que terminou com a medalha de ouro. “É uma honra para mim fazer esse intercâmbio cultural e esportivo. Está sendo um sonho para mim. Ter a chance de trabalhar no top do handebol é gratificante. Fico feliz por levar o handebol brasileiro adiante”, comenta Soubak, que, antes de aceitar o desafio, tinha adquirido maior experiência com equipes masculinas. Antes das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, o time irá concentrar suas atenções no Mundial deste ano, que acontecerá entre 6 e 22 de dezembro, na Sérvia. “Temos que pensar em chegar o mais longe possível. A Olimpíada é nossa grande meta. Temos uma equipe competitiva para este Mundial. Espero que possamos ficar entre os oito melhores times, ao menos. Estamos trabalhando para isso”, garante o treinador. DIFERENÇA. Acostumado com um trabalho de base em seu país, onde as crianças aprendem o handebol desde os primeiros anos de vida, ele aponta essa como uma das diferenças principais para a disparidade entre o Brasil e outros países no aspecto técnico e tático. “O handebol da Europa é diferente. Nos países nórdicos, o esporte é algo das escolas e não dos clubes. Lá, o primeiro encontro da criança com o handebol é aos quatro anos, enquanto aqui é na adolescência, muito tarde. É uma diferença cultural muito grande, e nós estamos começando o handebol muito tarde em relação a outros países”, mostra. “A organização da Dinamarca, por exemplo, já dura 30 anos, com uma estrutura muito forte desde os pequenos. Isso ajuda no desenvolvimento do esporte. Basta ver tudo o que eles ganharam nos últimos anos”, completa Soubak. Contribuição Crescimento. O melhor resultado do Brasil, em Olimpíadas, antes de 2012, havia sido uma sétima posição em Atenas, no ano de 2004. No Mundial de 2011, o Brasil, em casa, ficou com a quinta colocação.

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