Mudança minguaria orçamento

iG Minas Gerais |

Os Relatórios de Despesas e Receitas (DRDs) dos partidos mineiros mostram o quanto a mudança nas regras do financiamento de campanha pode alterar a vida financeira das legendas. Os números explicam a resistência dos políticos quanto ao modelo de financiamento público e a proibição das contribuições privadas.   As doações de pessoas jurídicas ao PT, por exemplo, somaram R$ 7,1 milhões em 2012, ante R$ 139 mil que vieram de pessoas físicas. A diferença também aparece na contabilidade de todos os demais partidos. No PMDB, as contribuições das empresas renderam R$ 2,9 milhões à legenda, enquanto as realizadas por pessoas físicas somaram R$ 103 mil. No PSDB, os valores oriundos de CNPJs resultaram em R$ 4,7 milhões aos cofres dos tucanos. Já as quantias doadas por detentores de CPFs chegaram a R$ 31 mil. O cientista político Humberto Dantas avalia que o financiamento público daria mais transparência e moralidade ao atual sistema político. “Enquanto a reforma não acontecer, teremos o endividamento sem limites das legendas e a eterna troca de favores entre quem financia o jogo e quem é eleito”, afirma. (TT) Financiamento Regra. Na última semana, o grupo de trabalho da Câmara que trata da reforma política propôs que cada sigla defina se fará sua campanha com recursos públicos, privados ou os dois.

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