Mesmo inchado, fundo é insuficiente

iG Minas Gerais |

A tendência dos partidos que hoje apresentam um déficit nas contas é que o rombo cresça ainda mais. Em anos normais, o fundo partidário e as doações já não são suficientes para cobrir os custos. Em 2014, ano da disputa pelo governo do Estado, os gastos devem superar, e muito, os de 2012, quando ocorreu a disputa municipal.   Neste ano, o orçamento do Fundo é de R$ 294 milhões. Inicialmente, a proposta do governo era de R$ 232,7 milhões, mas, depois de uma manobra no Congresso, os parlamentares garantiram o incremento generoso de R$ 62 milhões. O cientista político Humberto Dantas avalia que o atual sistema favorece o endividamento, segundo ele, irresponsável. “Os partidos sabem que sempre terão um orçamento cada vez mais gordo. Eles não estão preocupados em adequar os seus gastos ao orçamento. Preferem adequar o fundo às suas despesas”, avalia Dantas. O cientista político Malco Camargos afirma que o saldo negativo das siglas está elevado, mas que é uma constante. Ele avalia que, recentemente, os diretórios têm adotado a postura de quitar as sobras de campanha dos candidatos, o que tem sobrecarregado as contas. “O TRE está mais rigoroso com as contas e tem cobrado a negociação e o parcelamento das dívidas”, afirma. (TT)

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