Eike, ex-bilionário, anda recluso desde início de sua crise

Petroleira OGX pediu recuperação judicial, e OSX deve fazer o mesmo hoje

iG Minas Gerais |

AgNews/Divulgação
Respiro. Eike e sua namorada Flávia jantaram fora na última quarta Eike e sua namorada Flávia jantaram fora na última quarta
São Paulo. Na noite de quarta-feira, o empresário Eike Batista, 57, e sua namorada, Flávia Sampaio, 35, recebiam amigos para jantar no Mr. Lam, elegante restaurante com sabor de Pequim no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Sumido da badalação carioca nos últimos meses, coisa que pelo seu passado de bilionário, festeiro, playboy, esportista e apreciador das belezas locais deve ter-lhe custado muito, Eike estava bem à vontade apesar de aquele não ter sido um bom dia para ele. Flávia, em um vestido preto com elegante decote, atraía a atenção no salão com sua morenice sorridente ao lado do namorado – eles têm um filhinho de 5 meses, Balder, terceiro herdeiro de Eike. À mesa com eles estavam o ex-CEO da LLX, Marcus Berto, afastado da empresa na semana passada na onda de reestruturação do grupo, e que se disse presente como “um amigo”. Um outro convidado não quis ser identificado. É mais ou menos a atitude de outros “amigos” do empresário consultados durante a semana, que alegaram falta de agenda para falar sobre ele. No Mr. Lam, porém, o bate-papo rolou por quase quatro horas. Eike estava em casa. O restaurante é dele. Recluso. Com sua petroleira OGX em coma nos últimos dias, Eike não dá entrevistas. “Não é o momento de falar”, disse no restaurante. “Dentro de duas ou três semanas talvez possamos conversar”. Àquela hora, no Mr. Lam, ele parecia nem se lembrar que nos últimos meses deixou de ser bilionário para passar à condição de um simples milionário – segundo os cálculos da Bloomberg, sua fortuna está abaixo dos US$ 100 milhões. Para quem já teve o prazer de recepcionar celebridades, como mesa especial para Madonna durante visita da cantora ao Rio, Eike anda muito recluso. A quem o procurava na semana passada onde mora ou na empresa, seguranças desconversavam dizendo que ele nem estava na cidade. Na Lagoa, onde o empresário costumava caminhar, também não tem sido visto. Para tristeza de Luciano dos Santos, há 15 anos vendendo água de coco, a R$ 5. “Dizem que ele já deu uma nota de R$ 100 e deixou o troco. Mas comigo foi uma de R$ 50. Ele disse que o troco era da caixinha”. Luciano, e a EBX inteira, torcem pelo fim do isolamento de Eike. Recuperação OSX. A empresa de construção naval do grupo de Eike Batista, OSX, já anunciou que também pedirá recuperação judicial (antiga concordata). A expectativa é de que o pedido seja protocolado hoje.

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