Instituto preserva obras de Amilcar de Castro em BH

iG Minas Gerais | Vinícius Lacerda |

vera gonçalvez 28.10.2009 / o tempo
O artista levou a poética da vida para suas obras
Não é raro que sejam criadas entidades ou museus para preservar a história de grandes artistas plásticos, pensadores e escritores. Essa é uma forma de guardar não apenas as obras desses artistas, mas também um meio de preservar o patrimônio imaterial criado por eles.   Com o objetivo de seguir essas premissas, a família do escultor Amilcar de Castro inaugurou o instituto com seu nome, em 2004. Desde então, Pedro de Castro, Rodrigo de Castro e Ana de Castro, filhos do artista, mantêm cerca de mil peças de arte produzidas pelo pai. “A entidade tem o propósito de preservar, cuidar e difundir as obras”, afirma a atual presidente Ana de Castro. A situação do instituto, no entanto, ainda não é a que ela almeja. “Temos o projeto de abrir para visitação do público, mas é preciso mudar a estrutura atual do instituto para que isso funcione”, comenta. Ana de Castro se refere a parte do edifício, localizado a 15 quilômetros de Belo Horizonte, no antigo ateliê do artista. “O prédio tem três andares, mas apenas dois estão em boas condições para ser aberto para visitação, em função disso tenho adiado a abertura”, relata a presidente. Outro velho e conhecido problema de quem trabalha com cultura, especificamente manutenção de patrimônio, que atinge o instituto, é a falta de recursos financeiros. “Gerenciamos uma organização cultural sem fins lucrativos mantida pela família e é muito caro fazer dessa forma”, desabafa Ana Castro, que emenda e conta a os planos para a instituição: “Assim que terminarmos essa organização interna, tentaremos uma parceria com universidades de Belo Horizonte para que seja possível abrir para o público”. Ela espera que núcleos de arte das faculdades possam contribuir com estudantes que possam estagiar no Instituto e, assim, contribuir para o crescimento de mão-de-obra qualificada. Enquanto isso, o público poderá visitar as 500 obras de Amilcar de Castro que estarão expostas no Centro Cultural Banco do Brasil a partir de quarta-feira. A exposição “Amilcar de Castro – Repetição e Síntese” conta com 200 peças do Instituto Amilcar de Castro e o restante vem das coleções particulares de Márcio Teixeira e Allan Roscoe. Entre as obras expostas, estão desenhos inéditos. “Há desenhos de esculturas dele com cálculos que nunca foram expostos antes”, revela o curador da exposição, Evandro Salles. A reunião deste conjunto configura-se como uma boa oportunidade tanto para aqueles que são familiarizados com a obras do artista quanto para aqueles que a desconhecem. “O público que visitar a exposição vai sair dela com um panorama amplo e profundo sobre a grandeza e riqueza do conjunto de obras de Amilcar, pois buscamos apresentar as várias áreas que ele atuou”, comenta o curador. Para Ana, a exposição desempenha uma função social relevante. “Acredito que seja muito bom para a formação da população, além de ser uma forma de difundir a arte local”, comenta a filha e presidente do Instituto.

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