Polícia investiga Santa Casa de Montes Claros por morte de lavrador

Waldir de Oliveira, de 58 anos, morreu de insuficiência renal, nesse domingo, pela falta de médicos na unidade

iG Minas Gerais | JHONNY CAZETTA |

A Polícia Civil investiga a Santa Casa de Montes Claros, no Norte de Minas, por negligência na morte de um lavrador que ficou esperando mais de cinco horas por atendimento. Waldir de Oliveira, de  58 anos, morreu de insuficiência renal, nesse domingo (10). Oliveira estava internado desde a última quarta (6) no Hospital Municipal de Bocaiuva, cidade onde morava. Ele estava sendo transferido para Montes Claros para intensificar seu tratamento.    Segundo familiares do lavrador, ele estava em uma ambulância e o atraso no atendimento foi por falta de médico na Santa Casa. “Foi um tempo sofrível. O calor (em Montes Claros) era grande e o meu pai estava muito debilitado. O hospital sabia que ele iria chegar  e tinha que estar preparado para isso”, disse o filho do lavrador, Ricardo Fernandes. O filho do lavrador também reclamou do tratamento dado pelo hospital aos familiares. “Eles não davam explicações do que estava ocorrendo e nem pareciam preocupados com o nosso sofrimento ali. Chegaram até a falar para procurarmos outro hospital”, afirmou Fernandes.    Após  mais de cinco horas, o lavrador conseguiu atendimento, mas já era tarde demais. “Ele já estava desidratado e, infelizmente, não conseguiu sobreviver à demora. Poucas horas depois de entrar lá, recebemos a notícia de sua morte”, acrescentou o filho.   A delegada Karine Aparecida Maria Costa informou que nos próximos dias irá colher o depoimento dos envolvidos no caso.    Santa Casa Em nota, a Santa Casa de Montes Claros informou que "o paciente Waldir de Oliveira foi regulado com vaga zero para a Santa Casa, apesar de a Central de Regulação  do SUS estar ciente de que não havia clínico médico de plantão no hospital. Mesmo assim, ele foi encaminhado para o Pronto Socorro.   Ainda de acordo com a unidade, o caso "não se tratou de negligência da instituição, pois o paciente, cardiopata e portador de Doença de Chagas, já chegou em estado muito grave”.  

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