Médico brasileiro cobra um plano de carreira

iG Minas Gerais | LUCAS SIMÕES |

Se por um lado a rotatividade de médicos na atenção básica de saúde prejudica o atendimento de pessoas carentes, por outro, a classe brasileira justifica o vaivém de médicos pela ausência de um plano de carreira. O médico Márcio Barros, 42, se considera uma exceção entre os brasileiros por ter aceitado participar do programa Mais Médicos. Natural de Timóteo, no Vale do Aço, ele aceitou retornar para a cidade natal há um mês, após trabalhar por mais de cinco anos no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII. Mesmo com um salário de R$ 10 mil pagos pelo governo federal, ele não considera o programa vantajoso para os colegas brasileiros. “Vim sobretudo porque quero ficar perto da minha família. Hoje em dia não quero mais dar plantões e precisar andar de um hospital a outro. Mas a proposta do governo federal é apenas um contrato que acaba em três anos e não te dá garantia nenhuma na carreira”, frisou. Por outro ângulo, o secretário de Saúde de Jaguaraçu, Daysom de Souza Bitarães, observa que a maioria dos médicos opta por trabalhar em regime de 20h semanais, em vez das 40h por semana. “Os médicos querem trabalhar em outros lugares para ter uma renda maior. O problema é que no modelo de 20h semanais, que eles preferem, dois médicos saem 40% mais caro do que pagar apenas um que daria conta do serviço em 40h”, disse.

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