Oposição síria participará de negociações de paz com governo

Grupo que luta contra Bashar al Assad apresentou condições para o diálogo, como a criação de corredores humanitários para áreas sitiadas e a libertação de presos políticos

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Associated Press
O embaixador do Brasil na Síria, Edgard Antônio Casciano, é mantido no posto e não há previsão de ordenar sua volta para Brasília
O principal grupo de oposição ao governo de Bashar Assad no exílio, a Coalizão Nacional Síria (CNS), concordou em participar das negociações de paz, embora tenha apresentado condições para o diálogo, como a criação de corredores humanitários para áreas sitiadas e a libertação de prisioneiros políticos pelo governo. Um integrante do grupo divulgou, na manhã desta segunda-feira, trechos de um comunicado no qual autoridades diziam que a decisão refletia o resultado da votação de seus membros. Apesar disso, a CNS continua reunida em Istambul para um inesperado terceiro dia de encontro com o objetivo de chegar a uma posição final. O grupo exige que Assad e seus aliados próximos não façam parte de um futuro governo de transição. As negociações de Genebra, como ficaram conhecidas, enfrentam outros obstáculos. O grupo rebelde armado mais poderoso que luta contra o governo de Assad não faz parte das conversações e a CNS tem somente um pouco mais de influência sobre os grupos do que a oposição interna. Apesar de todas essas questões, o secretário de Estado norte-americano John Kerry disse que a declaração inicial de que a CNS participará do encontro é encorajadora. "Este é um grande passo à frente e é muito importante." Outro grupo opositor, a Coalizão de Forças para Mudança Pacífica que é sediado na Síria, declarou nesta segunda-feira que a proposta de uma conferência internacional de paz para negociar o fim do conflito - que já está no terceiro ano - pode ser a "última chance" para uma solução. A declaração do grupo é o mais recente pedido de apoio às conversações, que Estados Unidos e Rússia tentam organizar em Genebra até o final do ano. Mas a chamada "oposição interna", que vai de autoridades próximas ao governo do presidente Bashar Assad a intelectuais e partidos que há décadas se opõem a seu governo, tem pouca influência sobre os grupos armados que combatem o governo. "Este é o único cenário disponível e pode ser a última chance para resolver a crise na Síria", disseram os grupos integrantes da coalizão em comunicado conjunto. Eles saudaram a conferência como uma chance para os poderes regionais e globais investirem numa solução para o conflito. A coalizão pede um imediato cessar-fogo.

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