Mudanças passam pelo regimento

iG Minas Gerais | Guilherme Reis |

Mila Milowski/CMBH - 28.6.2013
Vereadores ainda não mudaram o regimento interno da Câmara
Para parlamentares, o modelo político e o Regimento Interno da Câmara de Belo Horizonte proporcionam administrações e legislaturas conturbadas.   Prestes a completar 20 anos como vereador na cidade, Ronaldo Gontijo (PPS) acredita que, com o atual Regimento Interno da Casa, a atividade parlamentar não vai evoluir. “O regimento precisava ter definição mais correta de como a Mesa Diretora deve ser composta. O texto dele também permite facilmente que os vereadores obstruam as pautas de votação”, alegou o parlamentar, que ainda destacou que as polêmicas sobre indenizatória poderiam ser sanadas com novas regras regimentais. Gontijo ainda analisa que o que acontece na Câmara não é diferente do que acontece fora dela. “A Câmara é um reflexo da sociedade. Quem escolhe os vereadores é o povo. Se as pessoas não estão satisfeitas, que escolham melhor seus representantes nas próximas eleições”, aconselhou. A ex-presidente da Câmara e atual deputada estadual Luzia Ferreira (PPS) argumenta que o Regimento da Câmara não estimula a calmaria política e que ele seria mais eficiente se fosse mais parecido com o em vigor na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). “O regimento não estimula os blocos partidários, que conferem mais estabilidade política assim como na Assembleia. Na Câmara, até pela existência de vários partidos, existe uma pulverização. Para conseguir dar segmento às decisões o presidente deve conversar bastante”, alertou.

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