Mães usam internet para aprender e se aproximar da família

iG Minas Gerais | Raquel Sodré |

A redatora web Juliana Umbelino, 23, é uma adepta do compartilhamento de fotos da filha, Helena, 4, nas redes sociais. “Todos os dias, posto fotos da merenda motivacional que faço para ela, com desenhos e recadinhos para ela ler na escola”, conta.   Ela garante que toma cuidados para não revelar demais sobre a vida da família – não publica fotos da menina com uniforme escolar, nem em lugares que possibilitem a identificação – e, apesar da preocupação com o que Helena pode pensar da exposição no futuro, tem uma visão otimista. “Quando ela estiver maior, quero que ela veja como era o afeto das pessoas com ela enquanto ainda era pequena, e acho que ela vai conseguir enxergar isso”, declara. O compartilhamento das informações no Facebook e no Instagram, segundo Juliana, serviu também para melhorar a própria criação de Helena. “Na internet, conheci um grupo de mães aqui de BH que ‘troca muitas figurinhas’ sobre os filhos. Todas dão dicas sobre bons sucos ou pães integrais para as crianças, onde conseguir as melhores vasilhas para colocar a merenda, e trocamos até receitas”. Alternativa. A advogada carioca Aline Melo de Almeida, 30, mora em Ubá, na Zona da Mata, e optou por um grupo fechado no Facebook para que os parentes possam acompanhar o crescimento de seu filho, Henrique, agora com três meses. “Escolhi para o grupo só pessoas que participariam da vida dele se eu morasse na mesma cidade que meus familiares. Penso, primeiro, na privacidade dele. Como ele ainda é um bebê, não sei o que pensaria, daqui a alguns anos, de ter suas fotos abertas para todo mundo no Facebook. Depois, me preocupo também com o direito de imagem. Não quero correr o risco de alguém pegar uma foto e fazer um uso indevido”, conta. O advogado Alexandre Atheniense afirma que fazer um grupo fechado no Facebook é uma medida que pode ser considerada segura para manter a privacidade da criança, contanto que os pais confiem nos membros do grupo. “O perigo, nesse caso, é os participantes do próprio grupo pegarem uma foto e compartilharem. Nesse caso, o elo fraco é sempre o ser humano”, defende. 

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