Lojistas reclamam de contrato

Com despesas elevadas, renovação do aluguel de pequenas lojas é de 55% a cada seis anos

iG Minas Gerais | Ana Paula Pedrosa |

A cada seis anos, 55% das lojas-satélite (as menores operações, que giram em torno dos grandes nomes do varejo) dos shoppings fecham as portas. O dado é da Associação dos lojistas de Shopping Centers de Minas Gerais (Aloshopping-MG), que atribui boa parte do insucesso dos menores aos altos custos de manutenção dos estabelecimentos.   “O que a gente percebe é o que não há um equilíbrio nas contas. Os custos crescem muito e o lojista não consegue repassar esses custos”, diz o superintendente da entidade, Alexandre Dolabella França. Segundo ele, as principais queixas são a pouca transparência na composição do valor do condomínio e do fundo de promoção e os critérios para formação de preço do aluguel. O condomínio engloba todas as despesas para a manutenção do shopping, como folha de pagamento e gastos com água, luz e telefone, por exemplo. Já o fundo de promoções é voltado para a divulgação do shopping e para a realização de ações em datas comemorativas, como Dia das Mães, dos Namorados e o Natal. O presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Luiz Fernando Veiga, nega a falta de transparência. Ele garante que as contas estão abertas aos lojistas e que este é um direito garantido pela lei que regula a locação urbana. “É só pedirem”, afirma. Lamentações . Os lojistas têm medo de falar sobre os contratos e receberem retaliações dos shoppings, mas, sob a condição de manter o anonimato, eles não economizam em lamentações. “A gente fica refém dos contratos, que protegem e resguardam somente os shoppings”, diz uma lojista do segmento de acessórios.

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