Arquitetura arrojada em cena

Em meio aos arranha-céus, Chicago se revela um destino agradável de ser explorada em passeios de barco ou a pé

iG Minas Gerais | Mari Campos |

Adam Alexander Photography/divulgação
A cidade aos seus pés, do alto da Willys Tower, um edifício quarentão de 108 andares e 527 m de altura
É do leito do rio Chicago, cortado por mais de 50 pontes, com o pescoço bem esticado e a cabeça voltada para o alto, observando o curioso contraste entre os edifícios da cidade, que o visitante começa a entender Chicago. Os Architectural Boat Tours, passeios guiados em barco, realizados todos os dias em diferentes horários para apreciação de arranha-céus espelhados novíssimos, edifícios de distintos estilos do fim do século XIX e os pouquíssimos remanescentes do grande incêndio que devastou a cidade em 1871, constituem um dos programas mais interessantes pelo lugar. Mas engana-se quem pensa que Chicago é só um emaranhado de prédios de todo tipo, como registram as fotos tiradas do alto de sua gigantesca Willis Tower (também chamada de Sears Tower). Inaugurada em 1973, a Willis Tower ostentou o título de mais alto edifício do mundo por 24 anos, superada pela Petronas Twin Towers, em Kuala Lumpur, na Malásia, em 1998. Atualmente, ela é a segunda maior estrutura livre de cabos da América do Norte, atrás apenas da Torre CN, em Toronto, no Canadá. Arquitetura Alguns edifícios são mesmo imperdíveis, como o neogótico prédio do “Chicago Tribune”, que exibe na fachada pedras de construções importantes de todo o mundo, da Catedral de Notre-Dame ao Kremlin. Mas Chicago é, acima de tudo, agradável de se caminhar, com sofisticado projeto urbanístico elaborado por nomes como Daniel Burnham, Frank Lloyd Wright e Mies van der Rohe, com parques e obras de arte. A maior cidade de Illinois, que vê aumentar o número de turistas, inclusive o de visitantes brasileiros, estampa o apelido de “windy city” (“cidade dos ventos”), na maior parte dos suvenires vendidos por lá. Porém, não ganhou essa alcunha pelos ventos que sopram nas proximidades do lago Michigan. Há controvérsias sobre quem lançou a expressão “windy city”, mas muitos historiadores acreditam que a origem seja do fim do século XIX, e que Charles Dana, editor do “The Sun”, de Nova York, teria ajudado a popularizar o termo, por ocasião da disputa com Nova York para sediar a Exposição Mundial de 1893, vencida por Chicago. Visitas  O rigoroso inverno da cidade costuma afugentar turistas, mas Chicago, entre dezembro e fevereiro, apesar de fria, não é mais gélida nem recebe maior quantidade de neve que a cidade de Nova York, por exemplo. E, se no verão, raras vezes, os termômetros superam a barreira dos 30°C, outono e primavera costumam ser a época ideal para visitá-la, com temperaturas, em geral, perto dos 20°C

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