Operação resgate

Modelo ficou longe da teledramaturgia desde sua participação em “Anjo Mau”, folhetim de 1997, da Globo

iG Minas Gerais | belisa taam poptevê |

Pedro Paulo Figueiredo/CZN
Experiência. Luiza Brunet conta que o formato da produção permite ao público uma nova sensação
Uma nova oportunidade para Luiza Brunet fez com que seu trauma de interpretação fosse superado. Longe da teledramaturgia desde “Anjo Mau”, de 1997, após ter sido criticada por seu desempenho como Tereza, ela volta a se aventurar como atriz na pele de uma mulher madura, na série “Correio Feminino”, do “Fantástico”. “Sei que, na época, não fiz com empenho e paixão, mas temos de levar as críticas em consideração para aprimorarmos”, reconhece. Durante os 16 anos em que ficou sem encarnar um papel na TV, Luiza fez participações especiais no remake de “Ti-ti-ti” e em “Viver a Vida”. “Dei uma parada na atuação e resolvi aparecer como eu mesma”. Ao longo dos oito episódios da série, o universo feminino é esmiuçado através das crônicas de Clarice Lispector, sob o pseudônimo de Helen Palmer, que a escritora usou entre 1950 e 1960 para escrever no jornal “Correio da Manhã”. A ordem cronológica da sequência instiga Luiza ainda mais. “Adoro a fase da mulher madura, pois ela está desabrochando para várias questões”, opina. A narração dos episódios é feita por Maria Fernanda Cândido, que encarna a própria Helen. De maneira afetuosa, ela ainda expõe os dilemas de duas outras gerações: a fase da adolescência, vivida pela modelo Cintia Dicker, e da mulher jovem, interpretada por Alessandra Maestrini. Para a atriz, o formato da produção faz com que o público experimente uma nova sensação da arte. “Mesmo sem termos diálogos, as emoções ficam explícitas por meio dos gestos e do nosso próprio corpo”, constata. Além disso, a caracterização foi fundamental para que ela se inserisse ao contexto da época. “De forma coordenada e feminina, ficamos mergulhadas nas personagens”.  

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