Festas vips ao estilo mineiro

Ter dinheiro somente não garante entrada nas mais caras e famosas casas noturnas da capital

iG Minas Gerais | aline lourenço |

FERNANDA CARVALHO
Exclusivo. A #Secreto é uma das festas mais exclusivas da capital mineira, onde para entrar é preciso ter o nome em uma lista prévia
No momento em que pessoas se tornam celebridades por esbanjarem gastos de até R$ 50 mil em uma noite, os frequentadores de “carteirinha” do circuito das casas noturnas de Belo Horizonte se destacam mais pelas redes de amizade que mantêm com gerentes e promotores dos endereços mais badalados, do que pelos gostos e despesas exagerados. A maioria diz preferir o anonimato e se esconde das câmeras, mas deixa transparecer requisitos que a torna parte de um grupo seleto de convidados, com passe livre para as boates e festas vips na cidade. É o caso do empresário F.L., 32, habitué da boate Cinco, na região das seis pistas, em Nova Lima. No espaço reservado aos “sócios” – tratamento dado aos frequentadores mais assíduos – estava estacionado o seu Camaro amarelo. “É preciso ter uma lista de convidados para entrar”, explica. A Cinco recebe em média 4.000 pessoas por mês e tem uma lista de 500 sócios. Apesar de pagarem uma anuidade de R$ 2.500 para manter o status – valor considerado modesto para o público do local –, o critério mais importante para entrar na lista de sócios é ter bons relacionamentos. “Às vezes aparece alguém oferecendo mais do que cobramos para reservar o camarote. Mas, não basta pagar. Tem que fazer parte do perfil da casa”, alega a hostess Marina Rezende, 25. Nesses círculos, os frequentadores afirmam que a ostentação passou a ser mal vista. Perto dali, na boate Woods, especializada em “sertanejo de grife” – segundo a definição do sócio Alexandre Pampolini, 36 – os clientes mais vips também são reconhecidos com menos alarde. “Fazemos questão que os funcionários os tratem pelo nome”. Nos dez camarotes da casa, os cliente contam com o serviço exclusivo de garçom que abastecem os baldes com bebidas, como a vodka Ciroc e o champagne Veuve Clicquot. “O mineiro é mais reservado. Não gosta de esbanjar”, resume o empresário. A discrição também é considerada fundamental pelos gerentes e frequentadores da #Secreto, festa com lista fechada de convidados realizada às quintas-feiras no restaurante Primo Prima, na região Centro-Sul da capital. “Quem está aqui já é exclusivo”, define o gerente da casa, Leonardo Lacerda. Mas todo mundo sabe que para sentar nas duas ilhas montadas no centro do salão – com sofás e uma mesinha – não pode ser qualquer um. Por lá já passaram nomes como o jogador de futebol Pato, o ator global Miguel Falabella e o músico Rogério Flausino, da banda Jota Quest. “Viramos uma extensão de Rio de Janeiro e São Paulo quando o assunto é entretenimento. Os artistas e famosos esticam a noite aqui”, gaba-se o dono do estabelecimento, Otávio Clementino. Consumo - Prediletas . Segundo o gerente da boate Cinco, Dida Rodrigues, as bebidas favoritas dos clientes são o champagne Veuve Clicquot, que sai a R$ 495, a Vodka Cîroc, que custa R$ 399, e os uísques da marca Johnnie Walker, do tipo Black e Gold Label, que custam em média R$ 300 a garrafa. - Para comparar. Nos supermercados da capital, a reportagem encontrou os mesmos produtos vendidos a R$ 229,80, R$ 114,90 e R$ 118, respectivamente. - Estrela. A bebida mais cara da Cinco é o champagne Krug Grande Cuvée, que custa R$2.500.

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