Peças-desejo

Adornos vão além da estética e resgatam histórias

iG Minas Gerais | Juliana Dapieve Grossi |

Mateus Baranowski/divulgação
Caixa Chinnoiserie em madeira, ricamente pintada à mão
No palácio de Versailles os imensos lustres de cristal são Baccarat, assim como as cadeiras de jantar dos czares Romanov, da Rússia, eram feitas do mesmo material. Um passeio pela Place des États-Unis, em Paris, leva o viajante à porta da meca contemporânea da marca, que vem consolidando seu nome, há quase 250 anos, graças a gerações e gerações de vidreiros, sopradores, cortadores, técnicos e engenheiros que mantêm não só um apurado controle de qualidade, mas também profunda afetividade pela “velha casa” Baccarat.   Atento e conhecedor de um público que ama o requinte, o diretor da Sandra e Márcio Galeria de Arte, Márcio Ferreira, percebeu, a partir de conversas com amigos e clientes colecionadores, além de parceiros de antiquários, a oportunidade de trazer para BH a inédita, histórica e rica exposição Jewels for Home – seleção composta por peças em cristais Baccarat e porcelanas da Companhia das Índias (muitas delas usadas por dom João VI em pessoa). As peças vêm de grandes centros como Rio e São Paulo. Nem sob tortura Ferreira informa os preços – uma exigência da seguradora, dada a importância histórica e material do conjunto da obra. Mas elas estão à venda, e são de fazer chorar o observador mais atento. “É muita coisa bonita. Particularmente, acho a parte das caixas a mais interessante. Elas são século XVIII e XIX e, além da beleza, trazem um recorte do estilo de vida das pessoas daquela época”, explica. “As de caixas de chá, por exemplo, trazem a história dos costumes europeus. Elas surgiram manufaturadas em material hipernobre, como o cristal Baccarat colorido. São materiais caros e dispendiosos pela própria essência”, diz ele, que não por acaso as compara a joias. “Afinal, o tempo gasto e o apuro para fazê-las é uma loucura”.  A parte de porcelanas também merece destaque. “Tenho canecas de até um litro. Devemos considerar que, no século XVIII, elas usadas para tomar cerveja ou vinho”. Ferreira lembra que, além de preciosas, essas e outras peças são também atemporais e cabem em qualquer tipo de decoração. “Uma casa totalmente contemporânea tende a ser impessoal. Com essas peças, dá-se um lastro. Elas personalizam a decoração pois são um recorte do estilo de vida do passado. Havia mais tempo e mais requinte na vida. Tudo era mais bonito”, sentencia. Definitivamente, a mostra trouxe ares franceses para BH.     Jewels for home Data: até 11 de novembro Horários: de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h Sábado*:   das 10h às 18h  Domingo*:  das 12h às 18h Endereço:  Sandra e Márcio Galeria de Arte (rua Passa Tempo, 477, Sion – Belo Horizonte) Telefone:  3227-3870

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