Do rock ao country

Eduardo Araújo grava em Belo Horizonte DVD de 50 anos de carreira; show é na próxima quarta-feira (13), no Sesc Palladium

iG Minas Gerais | Luna Normand |

Sergio Prado
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Um dos pioneiro do rock and roll no Brasil nos anos de 1960, o cantor Eduardo Araújo, 71, tem uma história curiosa com a música brasileira. Depois de se consagrar no rock nacional ao lado de Erasmo e Roberto Carlos, e se aventurar pela soul music com o auxílio de Tim Maia, ele decidiu abraçar a country music no fim da década de 1980, estilo que marca sua carreira até hoje.   Com uma trajetória musical tão diversificada, que completa 50 anos em 2013, nada mais justo do que comemorar a data no local onde tudo começou: Belo Horizonte.   Por isso mesmo, o cantor grava na próxima quarta-feira (13), com show no Sesc Palladium, o primeiro DVD solo em comemoração a meio século de carreira, intitulado “50 Anos de Carreira de Eduardo Araújo.   “Eu escolhi BH porque comecei aqui. Sou mineiro de Joaíma, no Vale do Jequitinhonha, e devo muito esse meu começo aos belo-horizontinos”, diz ele, que receberá no palco convidados como Sérgio Reis, Victor e Léo e Renato Teixeira, que produziu o primeiro disco do cantor dedicado ao country, “Um Homem Chamado Cavalo”, de 1988. O álbum é considerado por Araújo um divisor de águas e o seu retorno definitivo às origens de filho de fazendeiro. “Sou um cara do campo e ao mesmo tempo um roqueiro nato. Precisava unir as duas coisas e encontrei isso no country”, conta. Com um repertório que conquistou os mais diferentes públicos e mistura influências do rock ao sertanejo de raiz, o cantor promete revisitar diversas fases da carreira, apresentando canções como “O Bom”, “Vem Quente Que Estou Fervendo”, “Amizade Sincera” e “Violeiro Toca”, além de músicas inéditas.    Biografia Araújo começou a carreira na extinta TV Itacolomi e nas rádios Inconfidência e Guarani antes de alcançar o sucesso nacional na época da Jovem Guarda. Sobre o assunto, inclusive, ele diz discordar do que é chamado de Jovem Guarda. “Na verdade eu participei de um movimento de rock na década de 1960 e que foi rotulado, o que não é justo. Eu não sou conhecido como o Eduardo roqueiro, mas o Eduardo da Jovem Guarda. Isso atrapalha a gente”, diz ele, que pretende contar a verdadeira história do rock and roll no Brasil na biografia “Minhas Memórias pelos Caminhos do Rock”, escrita pelo jornalista Okky de Souza, com lançamento previsto para o ano que vem, junto com o novo DVD.   Além desses dois projetos, o cantor planeja para o ano que vem uma excursão pelo país com o show que apresenta em BH. “Gostaria também de viajar pelo exterior com esse trabalho. Quem sabe”, diz.   Gravação do DVD “50 anos de Carreira de Eduardo Araújo” Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3214-5350). Dia 13 (quarta-feira), às 21h. Ingressos: R$ 120 (plateia 1, inteira); R$ 90 (plateia 2, inteira); R$ 70 (plateia 3, inteira), à venda no www.ingresso.com.

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