Amilcar no CCBB

iG Minas Gerais | Da redação |

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  Nascido na pequena cidade mineira de Paraisópolis, no sul de Minas, Amilcar de Castro (1920-2002) é um dos artistas mais importantes da cultura brasileira. O mineiro – que ficaria conhecido pelas grandiosas esculturas em aço corten como a que decora a praça da Assembleia de Belo Horizonte –, ganha a partir de quarta-feira (13) a exposição “Amilcar de Castro – Repetição e Síntese”, no Centro Cultural do Banco do Brasil.   Para compor o acervo que reúne em torno de 500 obras, três coleções particulares foram negociadas e serão exibidas integralmente pela primeira vez: o acervo do Instituto Amilcar de Castro, coordenado pela família do artista, a coleção Mário Teixeira e a coleção Allen Roscoe, que reúne 572 das 600 gravuras que o mineiro produziu em vida.   Principal realizador do chamado neoconcretismo brasileiro, Amilcar ganhou notoriedade com sua técnica de corte e dobra de aço, com placas tratadas visualmente como se fossem folhas de papel. Daí a impressão de leveza dessas esculturas que, apesar de parecerem suspensas no espaço, chegam a pesar muitas toneladas.    “Além das esculturas de aço, Amilcar produziu gravuras (particularmente a litografia), pinturas e desenhos. A intenção é dar ao público um panorama da obra dele”, conta Evandro Salles, curador da exposição.   Ele conta que o transporte das obras foi o mais trabalhoso. As esculturas só podem ser armazenadas com o auxílio de guindaste e transportadas em um caminhão especial de grandes proporções.   Para que o fluxo do trânsito não fosse comprometido, o veículo trafegou em um horário especial. “Valeu a pena o esforço para mostrar a Belo Horizonte um dos momentos mais ricos da arte brasileira e que continua influenciando a produção contemporânea”, destaca Evandro.   Inédito Esta é a segunda exposição póstuma com a obra de Amilcar. A primeira, realizada em 2008 na Casa Fiat de Cultura, contava apenas com a produção grandiosa do artista. Segundo Evandro, esse é o grande diferencial de “Repetição e Síntese”, que abre ao público obras inéditas. “Teremos, por exemplo, 90 esculturas de madeira que nunca foram expostas juntas, duas gravuras feitas em pano desconhecidas e desenhos de projetos ainda inéditos ao brasileiro”, revela. “Também montamos uma cronologia de sua vida e obra nas paredes do CCBB. Queremos que o público conheça a arte, mas também queremos que conheça o artista”.   Amilcar de Castro – Repetição e Síntese Centro Cultural Banco do Brasil (pça. da Liberdade, 450, Belo Horizonte, 3431- 9400). Abertura: dia 13 (quarta). De quarta à segunda, das 9h às 21h. Entrada franca.  

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