O ator executivo

iG Minas Gerais |

Inhotim / Divulgação
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É engraçado chamar o ator Antônio Grassi de diretor executivo. Mas ele é mesmo diretor executivo de Inhotim, aquele museu/galeria a céu  aberto e fechado em galpões, um mais invejável e interessante que o  outro. Mas diretor executivo é “apenas” a ocupação atual do múltiplo Grassi, que se define mesmo é como ator. Outras facetas, a seguir. Grassi, quando você se registra em um hotel, o que preenche como “profissão”, ao fazer o check-in? Ator. Sempre. Esse é o meu patrimônio maior. Você é um cara múltiplo. Dá para resumir seu currículo profissional? Sou um artista envolvido em políticas culturais. Minha experiência na universidade, na política estudantil, trouxe ao meu perfil artístico um ingrediente importante: nunca me contentei em ficar restrito ao palco e sempre me envolvi com todos os aspectos do fazer teatral e da política cultural. Em que gavetas ou baú guarda as saudades do palco, da TV e do cinema? Tento me atualizar e reciclar na carreira artística. No palco, em função das outras atividades e de limitações éticas (não podia trabalhar em projetos ligados à lei Rouanet, por exemplo), tem sido mais difícil, mas na TV e no cinema consigo. Como estão as mãos sujas de terra, depois da volta às raízes? Sempre tentei manter contato com minha raiz mineira, onde sempre tive casa. Meu cantinho ao pé da serra do Rola Moça, em Casa Branca, foi mantido durante todos esses anos. Durante alguns anos até meu domicílio eleitoral era aqui. Quando morou em Belo Horizonte e qual a melhor lembrança daquele tempo? Muitas, principalmente do teatro e das acaloradas discussões da classe artística. E, claro, meus muitos amigos. Gosto de reencontrar alguns, como o Ronaldo Brandão, por exemplo, com sua visão incrível e cultura cinematográfica sem igual! Como vê Belo Horizonte depois de tanto tempo?   Belo Horizonte ficou bem mais cosmopolita e instigante culturalmente. Conseguiu equilibrar seu jeito de cidade de interior com a contemporaneidade. Acompanha essa experiência de conviver com Ouro Preto e Inhotim lado a lado e ao mesmo tempo. Sobre Inhotim. Sabemos que você não esperava tanto e tão gratificante trabalho... Realmente. Trabalho gratificante e com enormes desafios. Tenho alma inquieta, de geminiano, e o convite do Bernardo Paz veio no momento certo. Precisava, depois de anos na Funarte, encarar novas aventuras. Inhotim me proporciona isso. Sair do trabalho com a cabeça fervilhando de novas ideias e projetos. Qual a pérola, sua menina dos olhos em Inhotim? Inhotim é um lugar único no mundo. Junta a natureza, com seu jardim exuberante e a arte contemporânea como nunca vimos. Diante disso é difícil escolher um item. Todas as obras e todas as plantas. Pode nos atualizar sobre as novidades e planos próximos para Inhotim? Temos um projeto para construção de um anfiteatro no bosque, com concertos musicais, teatro, circo, dança e ópera. Também pensamos na criação de uma TV Inhotim com programação audiovisual para mídias diversas (web, canal de TV etc.), criando laboratórios para vários temas: roteiros, arquitetura, moda, além, é claro, da arte contemporânea e da botânica.

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