Invasão chinesa será alvo de força-tarefa do Estado

Primeira loja de bijuterias do centro de BH não resiste e fechará as portas

iG Minas Gerais | Jáder Rezende |

ALEX DE JESUS/O TEMPO
Governo. Gilberto Ramos disse que “a missão é difícil”, mas que haverá fiscalização no centro de BH
A concorrência desleal e acirrada de comerciantes orientais que se estabeleceram no hipercentro de Belo Horizonte será alvo de uma ação fiscal sem precedentes, a ser desencadeada por uma força-tarefa, afirmou ontem o subsecretário da Receita estadual, Gilberto Silva Ramos. A operação, segundo ele, envolverá uma força-tarefa formada pelas polícias Civil e Militar, Receita Federal, Ministério Público Estadual, Prefeitura de Belo Horizonte e Secretaria de Estado da Fazenda. “Trata-se de uma difícil missão, mas estamos empenhados em combater o contrabando de mercadorias, identificando, principalmente, os distribuidores. Essa invasão chinesa de produtos pirateados será duramente combatida. A P2 (área da PM especializada em investigações) está aprofundando as apurações para chegar a esses contraventores”, afirmou. Na tarde de ontem, o presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Belo Horizonte (Sindilojas), Nadim Donato Filho, se reuniu, na Cidade Administrativa, com o subsecretário, para relatar os anseios e temores dos lojistas em relação à concorrência desleal dos asiáticos, e apelou para a adoção de providências urgentes. “Diariamente recebemos ligações de lojistas registrando queixas acerca da concorrência predatória desses asiáticos, que prosseguem agindo impunemente, sem recolher qualquer tributo, enquanto os legalmente estabelecidos pagam um alto preço por essa invasão”, disse. Na próxima semana, ele se reúne com lojistas da Galeria do Ouvidor. Portas fechadas. A concorrência de comerciantes chineses que se estabeleceram no Hipercentro vem provocando cada vez mais baixas. Na Galeria do Ouvidor, tradicional centro de compras da cidade e mais novo alvo dos asiáticos, a primeira loja de bijuterias de BH tem os dias contados. Segundo a empresária Eunice Grossi, proprietária da loja A Joia, a pressão da concorrência das lojas informais de artigos importados foi fator preponderante em sua decisão. O TEMPO vem publicando uma série de reportagens sobre a ação dos asiáticos. O assédio dos chamados “xing lings” a lojistas da Galeria do Ouvidor foi relatado no último dia 6 de novembro. Na reportagem, Valter Faustino, síndico da galeria, afirma que pelo menos três lojistas foram assediados nas últimas semanas por imigrantes chineses. Ele também informou que um casal de coreanos esteve pessoalmente em seu escritório afirmando que pagaria o “que fosse preciso” por um ponto comercial na galeria. Nocaute Tradição que acaba. Primeira loja de bijuterias de Belo Horizonte, A Joia fechará as portas na Galeria do Ouvidor em decorrência da concorrência desleal de asiáticos no centro da cidade.

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