Geladeiras modernas têm supergelamento e televisor na porta

Fábrica espera alavancar vendas no Brasil durante a Copa do Mundo

iG Minas Gerais | Ana Paula Pedrosa |

Credito: Femsa/Divulgacao
Televisão. Emotion Door mostra imagens e publicidade na porta
Cidade do México. Na Copa do Mundo do ano que vem o consumidor brasileiro vai comprar bebidas em geladeiras supermodernas. Uma delas é a Emotion Door, fabricada pela Imbera, do grupo Femsa, e que tem uma tela na porta onde podem ser exibidos anúncios publicitários ou qualquer programa. Na Copa das Confederações, em junho deste ano, foi feito um teste no país e a geladeira exibiu ao vivo a semifinal Brasil X Uruguai. O diretor geral da Imbera, Benjamín Hernán Mendonza Corona, explica que o modelo custa três vezes mais do que uma geladeira convencional tradicional, mas acredita que o apelo comercial da Copa do Mundo pode alavancar o negócio no país. Atualmente, apenas três geladeiras Emotion Door estão em funcionamento no Brasil, todas em São Paulo. Para 2014, a expectativa é que ele esteja presente em todas as cidades-sede dos jogos. Outro modelo que deve se popularizar na esteira do futebol é a Ice Shock, também da Imbera. Apropriada para locais onde o consumo de refrigerante é feito na hora, a Ice Shock deixa a bebida mais gelada do que as geladeiras normais. Se a bebida for aberta logo depois que for retirada da geladeira, uma camada fina fica congelada, como se fosse um copo cheio de pedras de gelo. A bebida tem que permanecer por pelo menos quatro horas na geladeira para alcançar esse efeito. Esse modelo custa 15% a mais do que uma geladeira comercial tradicional e, de acordo com Corona, tem grande potencial para emplacar no Brasil, porque o brasileiro gosta de bebidas bem geladas. Ele diz, por exemplo, que o Brasil foi o primeiro lugar do mundo onde a Imbera começou a vender geladeiras com temperaturas abaixo de 0ºC para cervejas. Tradicionalmente, a temperatura é 3,5ºC. Agora, as geladeiras com as temperaturas menores serão vendidas também no México e na Costa Rica. A repórter viajou a convite da Femsa Flash Consumo de energia. Mesmo com muitos recursos tecnológicos, as geladeiras supermodernas têm consumo de energia equivalente ao dos modelos tradicionais, garante o diretor geral da Imbera, Benjamín Hernán Mendonza Corona. Impostos altos e infraestrutura ruim elevam em 35% o custo de produção Cidade do México. Produzir geladeiras comerciais no Brasil custa, em média, 35% a mais do que nos outros países da América Latina, diz o diretor geral da Imbera, Benjamín Corona. “Produzir no Brasil não é competitivo”, diz. Entre as causas dos altos custos estão a pesada e complexa legislação tributária do Brasil e deficiências de infraestrutura. Essa alta torna inviável exportar a partir da planta brasileira, instalada em Itu, interior paulista. Por isso, a unidade opera com menos da metade de sua capacidade instalada. A fábrica pode produzir 120 mil geladeiras por ano, mas vai colocar no mercado apenas 32 mil neste ano, ou 26% de sua capacidade. Para o ano que vem, a expectativa é chegar a 50 mil unidades, crescimento de 56%. 

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