A cara da família

Nissan Altima tem a mesma aparência do Sentra, mas vai além em espaço e conteúdo

iG Minas Gerais | Alexandre Carneiro |

Marcos Camargo/Nissan/Divulgação
Sedã chega em única versão com preço de R$ 99,8 mil
A Nissan levou a sério e expressão “família de automóveis”. O Altima, mais novo lançamento da marca no Brasil, é a cara da atual geração do Sentra. Os dois modelos são irmãos muito parecidos, a começar pela aparência, com os mesmos traços básicos de identidade, entre os quais grade dianteira em forma de “v”, faróis triangulares e três janelas em cada lateral. O Altima, porém, é maior e mais sofisticado, exibindo ares de quem passou por um processo de amadurecimento; exatamente como um mano mais velho. Em comparação ao Sentra, o primeiro aspecto do Altima que se destaca é, de fato, o tamanho. O sedã tem 4,86 m de comprimento e 1,77 m de distância entre-eixos. Para dar energia ao corpo graúdo, há um coração mais forte, com 2,5 litros, todo construído em alumínio e equipado com duplo comando de válvulas variável e corrente (que dispensa a correia dentada), capaz de gerar 182 cv de potência a 6.000 rpm e 24,78 kgfm de torque a 4.000 rpm. O câmbio, por sua vez, é do tipo CVT, sem relações definidas, mas que simula trocas de marchas. O conjunto mecânico é complementado pelas suspensões independentes nos dois eixos – no dianteiro há o tradicional sistema McPherson e, atrás, um sofisticado conjunto multilink – e pela direção com assistência eletro-hidráulica. Apesar das dimensões generosas e do motor de grande cilindrada, a Nissan afirma que um dos balizadores do projeto do Altima foi a eficiência energética. Segundo o fabricante, a atual geração é 15 % mais econômica que a anterior. Pacote O Nissan Altima chega importado dos Estados Unidos na versão única SL, por R$ 99,8 mil. A intenção da Nissan é concorrer com o Ford Fusion, líder do segmento de sedãs médios-grandes, e também com asiáticos Kia Optima, Hyundai Sonata e Honda Accord. A marca japonesa destaca, entre os itens de série, a segurança do Altima: airbags frontais, laterais e do tipo cortina, freios ABS com EBD e BAS, controles eletrônicos de tração, subesterço e estabilidade e ganchos para fixação de cadeirinhas infantis. Há ainda o sistema Safety Shield, composto por um detector de mudança de faixa que dispara um alarme caso o motorista faças desvios de trajetória sem sinalizar com seta, por uma câmera de objetos em movimento atrás do veículo quando a marcha a ré é engatada e por um monitor dos pontos cegos, que aciona uma luz no retrovisor se outro veículo estiver muito próximo da lateral do carro. O modelo ganhou boas notas nos testes de impacto realizados pelo Insurance Institute for Highway Safety (IIHS), nos EUA. No pacote de conforto, o Altima exibe teto solar, bancos aquecidos e o do motorista com regulagens elétricas, interior revestido em couro, ar-condicionado com duas zonas e controlador de velocidade, dentre outros. A cereja do bolo é um sistema multimídia com tela sensível ao toque de sete polegadas, que controla o navegador GPS, permite a transferência de arquivos a partir de celulares e comanda, ainda, a aparelhagem de som, com CD Player, leitor MP3 e entrada USB. Há nove alto-falantes da marca Bose. Por dentro Quando se entra no Nissan Altima, a maior maturidade em relação ao caçula Sentra fica mais evidente. Os primeiros elementos que se destacam são os bancos: batizados de “zero gravity”, foram inspirados em estudos da Nasa para proporcionar boa postura mesmo em gravidade zero. Composto com espumas de diferentes densidades para os diversos pontos de apoio da coluna cervical, os componentes de fato proporcionam excelente ergonomia dentro da estratosfera terrestre mesmo. O acabamento é bom, mas não chega a se destacar frente aos concorrentes da mesma faixa de preço. O espaço interno é amplo, inclusive atrás, onde os passageiros contam ainda com saídas de ar-condicionado exclusivas. O porta-malas, contudo, é menor que o do irmão menor Sentra e tem apenas 436 l de capacidade. Impressões Alguns pequenos mimos ao motorista fazem falta no Nissan Altima. Não há, por exemplo, sensor de chuva ou freio de estacionamento eletrônico. Ao se puxar a maçaneta, a porta não destrava automaticamente, obrigando o ocupante a fazer duas operações. São detalhes, é verdade, mas não custa lembrar que o sedã beira os R$ 100 mil. A Nissan afirma ter focado no silêncio a bordo e no conforto ao rodar. Em movimento, o Altima é realmente confortável, com comandos suaves e boa absorção dos impactos do piso. A suspensão é macia, mas segurou bem a carroceria nas curvas do percurso, sinal de uma boa calibração. O motor 2.5 não chega a ser um foguete, mas responde bem. É suficiente para que o Altima se mostre ágil em ultrapassagens e arrancadas. Com pista livre à frente, ele ganha velocidade de modo linear, com suavidade: está muito mais para o lado do conforto do que para a esportividade. Expectativa O Altima coloca a Nissan em um segmento que ela ainda não explorava no país: o de sedãs médio-grandes. A marca quer entrar na categoria com modéstia: o primeiro lote é de apenas 250 unidades. O jornalista viajou a convite da Nissan

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