Mulher denuncia ex-patrão como mandante do sequestro-relâmpago sofrido

A vítima, informou, que os criminosos mandaram que ela desistisse do processo judicial que tem contra o seu antigo chefe, ou então, iria morrer junto com seu filho

iG Minas Gerais | JHONNY CAZETTA |

“Ou você desisti do processo judicial que tem contra o seu ex-patrão, ou vai morrer junto com seu filho”. Foram essas ameaças que a uma mulher, de 24 anos, afirmou ter sofrido durante um sequestro-relâmpago, em Juiz de Fora, na Zona da Mata, nessa sexta-feira (8). De acordo com a Polícia Militar (PM), a vítima, que também foi abusada sexualmente, foi encontrada em uma estrada rural da cidade vizinha de Matias Barbosa, após ter sido abandonada pelos criminosos no local. A mulher contou aos policias que foi abordada por três homens armados na tarde de sexta, quando havia deixado seu filho em uma escola do bairro Nossa Senhora de Lourdes. Os criminosos estavam mascarados e dirigiam uma Land Rover cinza, veículo em que ela foi obrigada a entrar. Dentro do carro, os bandidos questionaram a mulher se ela sabia o motivo de estar sendo sequestrada. Com a negativa, eles relembraram um processo que ela está movendo contra a antiga empresa em que ela trabalhava, com audiência marcada para esta segunda (11). Em depoimento, a vítima disse que os suspeitos ordenaram que ela desistisse do processo ou a matariam junto com seu filho, em um novo sequestro. Assustada, ela prometeu que iria retirar a ação e então foi informada que seria liberada. No entanto, durante o trajeto até ao local onde ela foi deixada, a mulher ainda foi obrigada a fazer sexo oral em um dos criminosos e também teria sido agredida com tapas por todo corpo. Segundo a PM, a mulher ficou na mão dos bandidos por quase quatro horas. Exames Após ser ouvida, a mulher foi encaminhada a um hospital de Juiz de Fora, para a realização de exames de corpo de corpo de delito. Durante a semana, ela deve ser novamente ouvida, desta vez pela Polícia Civil (PC), sobre o caso. A PC de Juiz de Fora, na Zona da Mata, irá intimar os responsáveis pela empresa, em que a mulher que foi sequestrada trabalhava, para comparecerem na Delegacia Regional da cidade. Segundo a vítima, o crime teria sido encomendado pelos responsáveis do local em função de um processo na Justiça. A polícia ainda informou que as investigações do crime já foram iniciadas, mas ainda não conseguiu identificar os suspeitos de terem sequestrado e abusado sexualmente da mulher de 24 anos. Durante o depoimento à Polícia Militar (PM), a mulher não conseguiu passar características precisas dos três homens que praticaram o crime, pois eles estavam mascarados. Demissão A mulher disse à Polícia Militar (PM) que foi demitida do seu antigo trabalho, sem qualquer explicação, após voltar de uma licença médica. Ela teria ficado afastada devido a um acidente de trabalho ocorrido dentro da empresa.

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