Ribeiro fala de tempos como lateral, assédio e chance na seleção

Meia do Cruzeiro está prestes a entrar para a história do clube conquistando o título brasileiro e curte fama de ídolo da Raposa

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

JULIANA FLISTER/TEXTUAL
Everton Ribeiro agradece aos céus após abrir o marcador no Mineirão
Um dos principais nomes do Cruzeiro na campanha que colocou o time na iminência de conquistar o título brasileiro de 2013, o meia Éverton Ribeiro comemora muito o destaque alcançado de forma meteórica, longo em seu primeiro ano de clube, que alimenta ainda mais o sonho de defender a seleção brasileira. Ganhando o rótulo de 'maestro' da Raposa, o camisa 17 conta que já atuou por bom tempo como lateral antes de se firmar como cérebro da equipe. "Em 2009, quando fui campeão sul-americano com a Seleção (sub-20), era chamado como lateral. Mas depois, quando sentei com meu empresário, decidimos que eu tinha que voltar para o meio, que era onde eu gostava mais de jogar e tinha mais capacidade. A partir daí eu fui amadurecendo, joguei dois campeonatos completos da Série B, sempre como titular, e voltei para o Corinthians. Mas as portas para outro time grande se abriram. Então foi tudo parte de uma sequência, de uma evolução planejada”, disse Ribeiro. O jogador afirma que o período exercendo a função de lateral foi parte do planejamento que fez para sua carreira e que no tempo certo voltou a atuar no setor de criação. A parceria de Éverton Ribeiro com o técnico Marcelo Oliveira, iniciada no Coritiba, foi crucial para o sucesso do jogador. “O Coritiba me trouxe assim, porque já tinha aparecido bem no São Caetano como meio-campo de ligação. O Marcelo é um treinador que deu toda tranquilidade para que eu desenvolvesse meu futebol, tanto lá como aqui no Cruzeiro. No Coritiba, ele falou o que queria de mim, disse que já tinha me visto jogar e que confiava em mim. Por isso me deu tranquilidade para buscar espaço. E até hoje tem dado certo. Ele me ajuda muito, até porque foi um meia habilidoso também. Então sempre procuro escutar seus conselhos”, destaca em entrevista ao site da Fifa. Agora que está alcançando o estrelato, Éverton Ribeiro olha para trás e avalia sua curta carreira e conclui que tudo tem acontecido dentro do tempo certo para ele, que concorda em partes que demorou um pouco para despontar, já que tem 24 anos, fato que pode ter ocorrido pela transição tática pela qual passou. “Pode ter atrapalhado, sim. Mas todo jogador tem seu tempo. Eu era mais franzino e fui ganhando massa para poder aguentar o futebol em alto nível. Acho que hoje estou no meu melhor momento de força e no geral também, e isso influi muito. Mas como disse, sempre foi algo que busquei passo a passo. Cada ano sentava e analisava como tinha sido, estabelecia metas e pensava em como poderia melhorar. Isso chegou meio tarde, mas creio que foi no momento certo”, reflete. Presente e futuro Com a rápida adaptação ao Cruzeiro e o status de protagonista do time que está para confirmar o título nacional, Éverton Ribeiro, que chegou seu muito alarde, está curtindo a fama e comenta sobre o assédio da torcida pelas ruas de Belo Horizonte. “Esse assédio acaba sendo natural, até pela nossa boa fase. Com o time bem e podendo ser campeão, os fãs procuram ainda mais. É algo bem legal, que nos deixa feliz. Quando cheguei, era um pouco conhecido, até pelo bom ano no Coritiba. Mas claro que agora aumentou a procura e sempre tento atender a todos com muito carinho. Passear tranquilamente nem sempre é possível, mas ainda consigo sair de casa para jantar. O assédio acontece mais nos jogos e após os treinos, e os torcedores pedem para gente ganhar, fazer gols, conquistar o título e por aí vai... Em campo a gente tenta retribuir”, conta. E para completar a felicidade do meia celeste, só falta voltar a vestir a amarelinha, agora do time principal. Éverton Ribeiro não esconde a expectativa que vive a cada convocação e acredita que o título do Brasileiro poderá ajudá-lo a atingir esta meta. “A gente tem sempre esse objetivo de chegar à Seleção, é o ápice para um jogador. Espero que seja lembrado, mas preciso continuar bem no Cruzeiro, conquistar este título, porque é algo que ficaria marcado para sempre. Aí depois vamos ver se consigo cumprir esse objetivo. Quem sabe não teremos uma surpresa boa pela frente?”, finalizou.

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