Missão Marrocos: os combatentes do Mundial - Raja, o time do povo

Representante do país-sede disputa o torneio pela segunda vez na história e conquistou os brasileiros em 2000

iG Minas Gerais | GABRIEL PAZINI* |

REPRODUÇÃO/RAJA CASABLANCA
Torcida do Raja, o time do povo marroquino, é a mais fanática do Marrocos
O Mundial de Clubes da Fifa, que será disputado em dezembro, no Marrocos, é um marco na história do Atlético. A competição será o maior desafio dos 105 anos do Galo e a chance de conquistar o maior título de sua história, além de fechar o ano de 2013 de forma incrível, com os títulos inéditos do Mundial e da Libertadores, além do Campeonato Mineiro. Uma tríplice coroa de dar inveja. No entanto, outros seis clubes também sonham com a taça e a glória na África. Por conta disso, o Super FC apresenta a série especial "Missão Marrocos: os combatentes do Mundial". A reportagem vai analisar, a cada semana, um participante do torneio. Este primeiro capítulo é dedicado ao Raja Casablanca, clube do Marrocos e campeão do Campeonato Marroquino. O time do povo marroquino Assim como o Monterrey (MEX) e o Auckland City (NZE), o Raja Casablanca (MAR) está na chave do Atlético e é um possível adversário do Galo nas semifinais do Mundial de Clubes. Representante do país-sede, o "time do povo marroquino" é o atual campeão da Botola, o campeonato nacional local, e disputa o Mundial pela segunda vez na história. A primeira foi em 2000, quando a competição foi realizada no Brasil. Na ocasião, o Raja, que tinha conquistado a Liga dos Campeões da África no ano anterior e por isso disputava o torneio, foi eliminado na primeira fase, sem somar pontos, mas fez história. Os marroquinos enfrentaram o Real Madrid (ESP) e empatavam o duelo em 2 a 2 até os 43 minutos do 2º tempo, quando Geremi marcou o gol da vitória do time espanhol. As 18 mil pessoas presentes no Morumbi naquele fim de tarde, no entanto, não torceram pela vitória do Real, um dos melhores times do mundo, mas sim pelo Raja, que apesar de ser tecnicamente inferior aos merengues, mostrou uma vontade incrível dentro de campo. E essa vontade é característica não só do clube, mas também do povo marroquino. E o Casablanca é justamente uma representação da população do país africano. O nome "Raja" foi escolhido porque os fundadores queriam um nome que representasse o povo do Marrocos. Um dos apelidos do time é ligado a esse fator inclusive: Vox Populi, voz do povo, em latim. E o fanatismo incrível da torcida pode ser comprovado nos vídeos acima . Raja tem jogador acostumado com zebras É bem verdade que o adversário mais provável do Atlético nas semifinais é o Monterrey. O time mexicano, afinal, tem mais qualidade técnica, tática e experiência internacional que Auckland e Raja Casablanca. No entanto, isso não assusta o time do povo marroquino. Apesar da ausência de um grande jogador em seu elenco, o Raja conta com Déo Kanda, atacante congolês que atua pelos lados do campo e tem experiência com surpresas. Para quem não se lembra, Déo Kanda jogava naquele Mazembe que eliminou o Internacional na semifinal do Mundial de Clubes de 2010 e perdeu para a Inter de Milão na decisão. Se depender do jogador, que é um dos destaques do Raja, o time marroquino conseguirá passar pelo Auckland e pelo Monterrey para enfrentar o Atlético e tentar ser o protagonista de mais uma zebra envolvendo um clube brasileiro no Mundial de Clubes. Obviamente, analisando apenas a questão técnica e tática, o Raja é azarão. No entanto, levando em consideração que o time vai jogar em casa, empurrado pela sua fanática torcida, com muita vontade, e com o Monterrey vivendo um momento ruim na temporada , não é nada de outro mundo imaginar um duelo entre Atlético e Raja Casablanca nas semifinais. *com supervisão de Leandro Cabido

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