A primavera alemã

iG Minas Gerais | Paulo Navarro |

Paulo Navarro comunicação/pnc/divulgação
Gravando para o “Programa Paulo Navarro”, o titular da coluna com Marcela Camargo,
Finalmente, conheci um pingo de um país nem tão grande, mas enormemente importante por sua economia, cultura e história, a Alemanha. Pingo porque foi viagem rápida, uma semana, entre Munique e a incontornável Berlim, o maior canteiro de obras da Europa desde que o Muro caiu, em 1989. Um show de qualidade de vida, educação, cultura, transporte e uso dos espaços públicos. Primavera outonal De Munique, ficaram a arquitetura, ópera, ruas, bondes e trens; o Museu dos Reis da Baviera, onde fomos recepcionados pelo gentil Thomas Gunter, e o Museu BMW. Agora, Berlim. Nove vezes maior que Paris, esta metrópole se renova a cada visita; 3,4 milhões de habitantes; 53% de sua população vive sozinha. Na Berlim unificada, pulsa a economia da Europa, “bomba” a modernidade e transborda juventude. Outono inesquecível Além do rico patrimônio histórico, arquitetura e urbanismo são arrojados, com ênfase para os espaços públicos – parques, praças repletas de arte, ciclovias, mobilidade urbana privilegiada por metrôs, trens etc. Museus, galerias de arte, teatros e casa de espetáculos não só são restaurados como ganham novos endereços. Berlim é hoje o terceiro destino turístico da Europa, ilha solitária da pujança econômica num continente em crise. Inesquecível e sedutora A nova geração vive uma desconstrução da ordem, onde o limite é a própria consciência. Ao mesmo tempo, tudo muito doido. Quem chega sem um mínimo de equilíbrio se perde. Muitas mulheres engravidam, drogas pululam. Mas o povo é fino, respeitoso no trânsito, nas ruas. Não se vê polícia, nem repressão. No espírito “trendy”, bairros como o residencial e sempre renovado Prenzlauer Berg, em Berlim Oriental. No entorno da rua Kastanienallee, lojas bacanas, bares e restaurantes. O mercado das pulgas do Mauerpark também é famoso. Sedutora e surpreendente Kulturbrauerei, antiga cervejaria, hoje é um polo cultural com cinemas, teatro, sala de concerto e galerias. Já no Mitte, área grande e bem diversificada, a praça Hackescher Markt e a Little Istambul são palco de uma nova safra de descolados – como o Soho, Village e Meatpacking District, em Nova York. Surpreendente e inesgotável Nestes espaços, funcionam pubs, bares alternativos, restaurantes, hotéis-boutique e uma nova culinária, mais “light” e “gastrô” que a tradicional. Boemia, cidadãos do mundo, intelectuais e artistas underground. Recomendamos o suculento restaurante Mani, no hotel homônimo; o bar-restaurante do Monbijou Hotel e o Vino e Libri Cucina Italiana, que visitamos por sugestão do nosso descolado guia Henrik Tidefjard (www.berlinagenten.com). Inesgotável e renovável No Mitte, a Alexanderplatz, com a famosa torre de TV, Fernsehturm; a “Champs-Elysées de Berlim”, Unter den Linden, com o Portão de Brandemburgo; os principais espaço de museus, Museuminsel e Kulturforu, as casas de ópera Staatsoper e Komische Oper, a renomada Filarmônica, a Potsdamer Platz, a encantadora praça do Gendarmenmarkt, o prédio do Parlamento e o infinito. Renovável e histórica O revitalizado “distrito dos celeiros”, Scheunenviertel, é cheio de restaurantes, bares, lojas e galerias. Nosso guia Henrik também indica os restôs Facil, Margot, Volt, Grill Royal, Soya Cosplay e Soho House. Vale ainda passar pelo Käfer, no terraço do Parlamento, e o Sony Center, espaço de encontro fascinante. Outro guia, o multilíngue Daniel Jeziorkowski (www.berlinissimo.de), mestre em História e Ciências Políticas, percorre, em qualquer transporte, Berlim, Potsdam e Dresden. Histórica e futurística Pra fechar, nosso muito obrigado à Lufthansa; à bela e competente Marcela Camargo, representante na América do Sul da rede Kempinski; aos nossos anfitriões Dominic Enderle, no Hotel Vier Jahreszeiten, em Munique, e Hanna Hinz, no Adlon, em Berlim; além do diretor do Grand Hotel des Bains, St. Moritz (Suíça), do mesmo grupo, Alessandro Benetti, que viajou especialmente para jantar conosco em Munique. Os Hotéis Kempinski são um luxo na Alemanha e em outros vários países da Europa, Ásia, África e Oriente Médio. Obrigado também ao Berlin Convention Office e a Elisabeth Villanueva, do Visit Berlin, portal de turismo oficial da cidade. Lança-perfume - Nem é preciso ir à Roma pra saber que a pizza brasileira é melhor que a italiana. A melhor do Brasil é a paulistana, até em padaria. Então, palmas para Lilian Mesquita e sua sobrinha Lilian Samara, da filial 68 La Pizzeria, em São Paulo, que, pela segunda vez, ficou com o vice-campeonato na eleição de melhor pizza da revista “Veja (Vejinha) São Paulo”. - Merci, Ana de Castro, pelo convite para a abertura da exposição de seu pai, Amilcar de Castro – “Repetição e Síntese”, dia 12, no CCBB, Praça da Liberdade. - Palmas para a designer de interiores e arquiteta Gislene Lopes, que está entre as finalistas do prêmio International Property Awards 2013. Seu projeto foi selecionado na categoria Design de Interiores de Apartamento Residencial, concorrendo com escritórios do mundo inteiro. - A premiação acontece no dia 6 de dezembro, no Grosvenor House Hotel, em Londres, com jantar de gala. Atualmente, Gislene está finalizando o projeto para a cantora Paula Fernandes. - A artista plástica Agnes Farkasvölgyi expõe “Botânica”, grandes e lindas aquarelas, no Via Gomide, Santa Lúcia, até domingo (10). Essa é mais uma saborosa e talentosa faceta de Agnes, com formação em física, artes plásticas e gastronomia (Bouquet Garni).

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