George Hilton participa de reunião do Mercosul

Deputado pretende cobrar soluções para posição argentina de reter mercadorias brasileiras na fronteira

iG Minas Gerais |

O deputado George Hilton (PRB), líder do partido na Câmara Federal ,considerou grave uma declaração do ex-presidente do Banco Central. Nesta terça (5), Gustavo Loyola afirmou que o Mercosul “está morto e esperando missa de sétimo dia”, em matéria do jornal gaúcho Zero Hora, sobre a apreensão de 750 mil pares de sapatos gaúchos vendidos à Argentina, que ficaram retidos na fronteira. Tal fato, será uma dos temas levantados por George na reunião do Parlamento do Mercosul (Parlasul), que acontece na segunda (11), em Montevidéu, capital de Uruguai. No encontro ele pretende cobrar informações detalhadas sobre as barreiras comerciais impostas pelo governo argentino ao Brasil. De acordo com o deputado, apesar de considerar radical, a posição de Loyola faz um alerta às chancelarias dos países, para que ajam no sentido de evitar mais problemas. “Não diria que o Mercosul está morto, mas na UTI, e correndo risco de morte. Se olharmos a balança comercial, o Brasil continua tendo superávit, mas, se não tomarmos providências, sobretudo sobre o livre comércio, teremos problemas para o bloco”, disse. Sobre o Parlasul A primeira plenária do Parlasul de 2013 ocorre quase dois anos após a posse, em Montevidéu, dos integrantes da nova representação brasileira, composta por 37 parlamentares – sendo 27 deputados e 10 senadores. Trata-se de uma tentativa de retomar as atividades, hoje paralisadas, já que a última sessão foi em 2010, poucos dias antes de terminar o mandato da representação que havia sido indicada quatro anos antes, composta por 18 parlamentares. Uma nova representação deveria ter sido criada por resolução do Congresso Nacional ainda ao final de 2010, para que as atividades normais do Parlasul fossem retomadas ao início de 2011. Nesta época, porém, a votação foi suspensa em virtude de uma controvérsia a respeito da possibilidade de deputados e senadores em final de mandato, e não reeleitos, virem a integrar a representação brasileira.

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