Abrigo teria traficado crianças

Suposta prática de maus-tratos contra crianças que moram no Lar Efatá será apurada

iG Minas Gerais |

A Delegacia Regional da Polícia Civil em Contagem investiga um suposto esquema de tráfico de crianças no abrigo Lar Efatá, onde uma menina de 4 anos permaneceu até ser adotada provisoriamente. No entanto, por decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, terá que ser devolvida aos pais biológicos. Sem informar detalhes, a assessoria da corporação disse que, na mesma investigação, também é apurada uma denúncia de suposta prática de maus-tratos contra crianças recebidas pelo abrigo. As hipóteses apuradas pela Polícia Civil ganharam força depois que a advogada Joice Rocha expôs o caso de uma cliente sua que chegou a ter três netos no abrigo. Segundo a defensora, sua cliente entrou com o pedido de retomada de guarda dos netos, mas descobriu que eles tinham sido adotados provisoriamente em Goiás. “Fui procurada por outras cinco famílias, que tinham crianças no lar e relataram casos muito parecidos com a da minha cliente”, disse. A advogada contou que uma das famílias mora no entorno do Lar Efatá, a viu sendo impedida de visitar o abrigo e a procurou. “O relato dessas famílias levanta suspeita sobre o tráfico de crianças”. Posição Advogada que representa o Lar Efatá, Margarete Leite nega qualquer envolvimento do abrigo com um suposto esquema de tráfico de crianças e também disse não ter conhecimento da investigação da Polícia Civil. “O Lar Efatá não é conivente com nenhum tipo de adoção irregular. Essas informações são inverídicas, não existe nenhum embasamento”, enfatizou. Margarete contou que vai protocolar uma representação contra Joice Rocha na Ordem dos Advogados do Brasil seção Minas Gerais (OAB-MG), pois ela teria dado a entender em entrevistas anteriores que o Judiciário não teria controle dos processos de adoção do lar. A advogada do abrigo contou ainda que esteve ontem na Promotoria de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais em Contagem, na região metropolitana, para discutir o que o órgão pode fazer diante do que vem sendo dito por Joice – que, segundo ela, não é verdade. Ainda não há prazo para divulgação dos resultados do procedimento.

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