Gays perseguidos podem ter asilo na União Europeia

Decisão foi tomada para definir situação de três perseguidos

iG Minas Gerais |

CHARLES SILVA DUARTE
Serra Leoa, Uganda e Senegal preveem a prisão de homossexuais
BRUXELAS, Bélgica. Homossexuais podem recorrer ao estatuto de refugiado da União Europeia se forem perseguidos em seus países de origem, arriscando-se a ser presos por sua condição sexual. A decisão apresentada pelo Tribunal de Justiça da UE ontem conclui que a existência de leis que aprisionam gays “podem constituir um ato de perseguição por si só”, se elas são rotineiramente aplicadas. Na sentença, o tribunal destaca que “a existência de uma legislação penal cujos destinatários específicos são os homossexuais leva a considerar que tais pessoas constituem um grupo percebido como diferente pela sociedade que o rodeia”. No entanto, a corte ressalta que para uma violação constituir perseguição como entendido na Convenção de Genebra é preciso alcançar certa gravidade, como prever pena de reclusão carcerária. A corte, com sede em Luxemburgo, decidiu ainda que as autoridades devem determinar se a situação no país de origem do solicitante configura perseguição. Tratados internacionais estabelecem que as pessoas devem provar que têm um receio bem fundamentado se quiserem obter asilo. Decisão. O caso que deu origem à sentença se refere a três cidadãos de Serra Leoa, Uganda e Senegal que entraram com pedido de asilo na Holanda. Nos três países a homossexualidade é considerada um delito, com penas que vão de altas multas à prisão perpétua. Ele foi levado à última instância da Justiça europeia por um tribunal holandês, que desejava esclarecer se as três pessoas se enquadravam na condição de refugiados.

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